Acompanhar as páginas do Comércio, os programas da Difusora e as postagens do Portal GCN transformou-se numa rotina bastante triste: o número de acidentes de trânsito se multiplica sem que se veja uma ação efetiva para modificar totalmente este quadro. Por outro lado, os próprios condutores também não se conscientizam que têm uma arma mortal nas mãos. São colisões, atropelamentos e capotamentos que deixam vítimas graves, quando não fatais, que tornam o noticiário mais fúnebre. Nos últimos tempos, porém, as intervenções da Prefeitura no trânsito ainda são consideradas apelas paliativas. Um estudo aprofundado com profissionais especializados em trânsito é necessário para se buscar soluções para o problema.
Com uma frota acima de 220 mil veículos automotores para uma população de quase 350 mil habitantes — ou seja, um veículo (entre carros, motos, caminhões e utilitários) para cada 1,6 francano —, o trânsito começa a chamar a atenção não apenas pelo alto número de ocorrências envolvendo motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres nas ruas e estradas do município, mas também pela falta de solução para os gargalos que surgiram em diversos pontos da cidade.
As intervenções da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Segurança e Cidadania, não têm se mostrado eficazes, ainda mais por causa da configuração de nossas ruas, principalmente no centro. Em vias mais rápidas, a colocação de lombadas e lombofaixas está conseguindo reduzir as ocorrências, mas algo precisa ser feito nos pontos mais movimentados, onde a saturação só tende a piorar. Porém, percebe-se que apenas esta solução encontrada pela administração municipal não é suficiente para poupar vítimas que se multiplicam a cada dia. Junte-se a isso a imprudência do motorista francano, que não se preocupa em seguir os mínimos fundamentos das leis de trânsito.
Embriaguez ao volante, trafegar acima do limite de velocidade, ignorar o uso de seta para a conversão e as sinalizações de solo e aéreas: estes são as principais situações que causam acidentes, com saldo de feridos e mortos, nas nossas ruas e estradas. A falta de conscientização dos motoristas, que não contam com qualquer programa de instrução a respeito das normas e dos perigos ao se ignorar as ações que norteiam o ir e vir de vir de veículos e pessoas, é um dos principais ingredientes para nosso trânsito ser tão ruim. Os condutores fingem que nada aprenderam quando tiraram sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação); tudo isso cria uma situação que continua machucando, mutilando e matando. A situação precisa ser encarada com maior seriedade, pois poderemos chegar a um ponto sem volta. E aí não haverá mais o que fazer.
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