Vida: quando começa?


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Quando começa a vida? Para que serve? Abstração feita das opiniões filosóficas e religiosas, só na medicina há ao menos duas dezenas de formas de se definir o momento do início da vida de um ser e poucos sabem que ela existe para atender à necessidade de progresso da essência imortal. 
 
Das definições materialistas resulta o empenho de descriminalizar-se a interrupção da vida durante a gestação do ser que a recebeu. Ainda recentemente (10/07/17), Alessandra Orofino, na sua coluna do caderno Cotidiano, da Folha, expendeu equivocada opinião que só é vida após 12 semanas de gestação, sendo o feto, até então, considerado “um amontoado de células”, o que conflita com o pensamento espírita: a vida começa no exato momento da união do óvulo com o espermatozoide. É quando a essência do ser, denominada espírito, ignorada pelos parametrados na matéria, se acopla à nova célula da qual se originará o corpo que ela utilizará para evoluir. 
 
Vê-se que interromper a gestação do ser humano é crime perante as leis humanas e divinas, acrescendo-se que há esforço de legisladores atuais para confirmar que a vida começa na concepção, devendo ser mantida, independentemente de o ser apresentar anomalias, ou que seja resultante de uma brutalidade ou de um ato de amor. Já dissemos neste espaço que somente o risco de vida da mãe pode justificar a interrupção de sua gravidez. 
 
Se a gravidez humana é um ônus que só a mulher carrega, isto, todavia, não lhe dá o direito de, voluntariamente, interrompê-la, ainda que indesejada. Atentemos para os recursos legais e morais de anticonceptivos. Se todo o cuidado falhar, atente-se para a evidência da necessidade reencarnatória. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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