Quem passa diante do Hospital Psiquiátrico “Allan Kardec” de Franca talvez não imagine que atrás dos muros há uma área verde de 5,6 mil metros quadrados denominada “Bosque do Beija-Flor”. O espaço, pouco conhecido pela população, será revitalizado e aberto ao público para a realização de eventos.
O projeto prevê a construção de salão para festas, quiosque, lanchonete e playground. Será uma forma criativa da entidade aumentar a arrecadação e garantir o atendimento prestado.
A criatividade também será colocada à prova na hora de levantar os recursos necessários para bancar a revitalização, avaliada em R$ 120 mil. “No interior do bosque, há 40 bancos. Vamos oferecê-los às empresas para divulgarem suas marcas. Quem fizer a adoção, poderá usar o espaço para fazer a exposição por dois anos”, disse o presidente do “Allan Kardec”, Mário Martinez.
Empresários terão a possibilidade de adotar um banco pagando dez parcelas de R$ 330 ou, pelo preço à vista, R$ 3,2 mil. Será uma maneira de ajudar na revitalização do bosque e, ao mesmo tempo, divulgar a marca da empresa.
As vendas dos espaços serão realizadas até fevereiro, quando devem começar as obras de adequação.
“Nossa intenção é alugar o espaço e receber recursos extras para ajudar nas despesas mensais. Não podemos ficar na dependência do dinheiro do SUS e de emendas parlamentares. Estamos buscando de todas as formas ter um adicional de receita para que a gente fique auto-suficiente”.
Haverá restrições para o aluguel do bosque. “Por se tratar de um ambiente hospitalar, não aceitaremos bebida alcoólica, nem farra. A ideia é abrir para festas infantis, convenções, festa de empresas e eventos culturais”, disse Mário Martinez.
O “Allan Kardec” atende a cerca de 300 pacientes, tem um custo mensal de R$ 1 milhão, mas recebe apenas R$ 600 mil do governo federal. Para dar conta da demanda e não operar com déficit, conta com recursos da clínica particular (que rende R$ 200 mil) e com a ajuda de associados e de recursos obtidos por meio de campanhas.
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