Franca contrariou uma tendência verificada em nível nacional e registrou mais nascimentos no ano passado, comparando-se com 2015. Foram 5.395 nascidos vivos, contra 5.359 no ano anterior. No Brasil, houve redução nos nascimentos. Os dados fazem parte de pesquisa anual de Estatísticas de Registro Civil divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).
O levantamento mostra que em 2016 ocorreram e foram registrados 2.793.935 nascimentos no Brasil, o que indica uma queda de -5,1% na comparação com 2015, quando tinham sido registrados 2.945.344 nascimentos. Foi a primeira redução desse número desde 2010. Apenas o Estado de Roraima teve um pequeno contingente positivo.
Envelhecimento da população, queda da taxa de fecundidade, crise e até mesmo surto de zika são algumas das explicações para a redução de nascimentos no País (leia texto nesta página).
A maior parte dos nascidos em Franca é do sexo masculino, 2.550, contra 2.365 do sexo feminino. De acordo com os dados apurados pelo IBGE, 599 mães tinham entre 15 e 19 anos. A maioria, 1.323, estava na faixa etária de 25 a 29 anos.
Ao mesmo tempo em que em Franca registrou mais nascimentos, aumentaram também os casos de óbitos. No ano passado, foram registradas 2.530 mortes na cidade, contra 2.332 ocorrências de 2015. Perderam a vida por causas não naturais (mortes violentas, como quedas, suicídios, acidentes de trânsito e homicídios) 176 pessoas. A maioria dos mortos, 1.587, tinha 60 anos ou mais. Menores de um ano foram 49. A ampla maioria das mortes, 2.046, se deu em hospitais.
Casamentos e divórcios
A pesquisa revela, também, que foram registrados 2.439 casamentos em Franca no ano passado. Outros 910 casais fizeram o caminho inverso e obtiveram o divórcio. Em 2015, o número de casamentos havia sido maior, 2.539. Mais casais também tinham divorciado, 1.063.
Zika e crise derrubam nascimentos
O número de nascidos no Brasil em 2016 caiu 5,1% em relação ao ano anterior, interrompendo tendência de crescimento que vinha desde 2010. O fenômeno aconteceu em todas as regiões do país.
É o que mostra a pesquisa anual Estatísticas de Registro Civil, divulgada terça pelo IBGE.
Já era esperado que o número de nascimentos caísse em algum momento devido ao envelhecimento da população e da queda da taxa de fecundidade, mas a proporção do recuo surpreendeu os pesquisadores.
Houve 2,79 milhões registros de nascimentos, 151 mil a menos do que em 2015. Para se ter uma ideia, 96,5% dos municípios do Brasil têm menos de 150 mil habitantes.
Entre 2003 e 2010, o número de nascimentos oscilou sutilmente. A partir de 2010, a tendência foi de alta, até 2016. A queda neste ano foi a mais acentuada desde 2006.
Uma das hipóteses levantadas por pesquisadores do IBGE para explicar essa queda é o surto de zika, que inibiu mulheres de engravidarem.
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