Enquanto as oitivas acerca do caso em que uma professora é acusada de colocar crianças em saco de lixo, em Restinga, continuam, imagens dela e de outras funcionárias usando o objeto para intimidar as vítimas estão circulando.
Nesta terça-feira, 14, o GCN obteve imagens das câmeras de segurança da creche-escola "Célia Teixeira Ferracioli". Em uma delas, é possível ver uma funcionária tentando colocar o saco de lixo em uma criança de apenas 4 anos e puxando-a para si. Veja:
Além disso, outros vídeos mostram a professora acusada e responsável pela sala fazendo a mesma coisa com um menino que estava deitado, chegando a colocá-lo dentro do saco. Uma das funcionárias ainda usa uma raquete como forma de intimidar as crianças.
De acordo com o delegado Eduardo Lopes Bonfim, responsável pelas investigações, o inquérito foi instaurado como maus-tratos. Mas, dependendo das imagens que eles encontrarem no DVR apreendido da creche-escola no decorrer dos dias, a professora, a estagiária, uma professora substituta e outra estagiária podem responder por tortura. “As duas últimas não participam, mas ficam observando e nada fazem diante desse absurdo”, disse.
Em breve, ainda segundo o delegado, devem ser ouvidas as envolvidas na acusação. “Todas serão ouvidas na delegacia de Restinga, como temos feito com pais das vítimas e de outras crianças da sala. Também faremos oitivas com funcionários da Prefeitura. Não pretendo ouvir os meninos, pois eles já sofreram constrangimento suficiente diante desse caso.”
O outro lado
A reportagem tentou, no final da tarde de hoje, entrar em contato com a professora acusada através de seu advogado. Porém, ele não atendeu, tampouco retornou as ligações feitas. Na ocasião em que as investigações tiveram início, em outubro, o defensor afirmou que sua cliente alega inocência. “É um absurdo. Essa história não procede. São acusações infundadas e fantasiosas”, disse Rui Engrácia.
Já a Prefeitura de Restinga afirmou que a professora acusada, inicialmente, segue afastada. O mesmo será solicitado a respeito da docente substituta e uma outra sindicância interna será aberta para apurar sua conduta. Ainda segundo o órgão, as duas e a estagiária que aparece nas imagens podem ser exoneradas dos cargos que ocupam.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.