Carinho e amor no trado do Alzheimer


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Nos últimos tempos, percebe-se um aumento considerável no número de pessoas com algum tipo de demência, que sempre costumam chamar de Alzheimer, mesmo sabendo que o diagnóstico definitivo é só depois da morte do paciente. É uma doença degenerativa, até agora sem precisão da causa e muito menos da cura, mas apenas o retardamento da fase terminal. Os familiares sofrem muito também, muitas vezes sem saber ao certo qual a melhor decisão, se mantê-lo em casa com um cuidador ou cuidadora o tempo todo, ou interná-lo numa casa de repouso. De qualquer maneira, conforme opinião de médicos e estudiosos, convém saber que, além da música, a presença e a demonstração de carinho são da maior importância. Contam que um senhor chegou ao consultório médico para um curativo em sua mão, com um profundo corte. Muito apressado, pediu urgência pois tinha um compromisso, alegando que todas as manhãs ia visitar sua mãe que estava em tratamento numa clínica com mal de Alzheimer, já em fase avançada. O médico então comentou que ela então iria ficar preocupada com sua demora, mas o homem respondeu que ela já não reconhece as pessoas, e por isso não sabe quem ele é. O médico então questionou que não precisava de tanta pressa, uma vez que ela já não o reconhecia. O homem deu um sorriso e, batendo de leve no ombro do médico, respondeu: “Ela não sabe quem eu sou...mas eu sei muito bem quem ela é”! O médico teve que segurar suas lágrimas, enquanto refletia que o verdadeiro amor não se resume à utilidade da pessoa, mas o que ela representou na sua vida. 

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