Morre o cientista político Moniz Bandeira


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O historiador, cientista político e escritor Luiz Alberto Moniz Bandeira morreu na sexta-feira (10), aos 81 anos, em Heidelberg, na Alemanha, onde vivia. A informação foi divulgada pelo Grupo Editorial Record e lamentada por intelectuais brasileiros.

Nascido em Salvador, era doutor em ciência política pela USP (Universidade de São Paulo) e professor titular aposentado de política exterior do Brasil no departamento de história da UnB (Universidade de Brasília). Escreveu obras clássicas, como "Formação do Império Americano", "A Segunda Guerra Fria" e "A desordem mundial". Foi autor de mais de 20 livros, a maioria sobre política internacional.

No ano em que a Revolução Russa completou 100 anos, ele acabara de lançar edições ampliadas de "O ano vermelho - a Revolução Russa e seus reflexos no Brasil" e "Lênin - vida e obra".Em 2015, a UBE (União Brasileira de Escritores) indicou o historiador para disputar o Prêmio Nobel de Literatura 2015, a mais importante honraria da área.

"Moniz Bandeira é um intelectual que vem repensando o Brasil há mais de 50 anos. Tem um posicionamento marcante em favor da política cultural, da defesa da liberdade de expressão e da nacionalidade brasileira", afirmou o então presidente da UBE, Joaquim Maria Botelho, ao falar sobre a indicação.

O historiador estava internado em um hospital desde domingo, dia 5. Ele sofria de problemas cardíacos, mas a causa oficial da morte e informações sobre o velório e enterro não foram divulgadas.

"Lamento profundamente a morte do grande intelectual Moniz Bandeira de quem me fiz amigo nos últimos anos.

Foi quem melhor estudou a política externa norte-americana com referência ao Brasil e à América Latina. Sua erudição era fantástica. Morreu com saudades do Brasil", escreveu o teólogo e escritor Leonardo Boff nas redes sociais.

"Eu perdi o Luiz, um amigo fraterno, mas o Brasil perdeu o historiador genial, um dos poucos intelectuais capazes de explicar como é que chegamos a esta situação", declarou, também nas redes sociais, a professora de Direito Internacional da UFRJ Carol Proner.

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