Está no caderno Mundo, da Folha de S. Paulo (17/05/17), que, enquanto durou a Guerra Fria — de 1945 à Queda do Muro de Berlim, em 1989 — os Estados Unidos realizaram diversas experiências utilizando portadores de paranormalidade como recurso de espionagem.
No seu livro Phenomena, a jornalista Annie Jacobsen, informa que várias experiências resultaram positivas e, na maioria, negativas. Relata o caso em que o sequestro de um oficial do Pentágono fora previsto dias antes de acontecer, e um outro, o da vidência que uma sensitiva teve, identificando a cidade americana onde estava escondido um fugitivo do FBI, em 1989. Como os resultados não foram significativos, o projeto foi abandonado.
Aqui, cabe, a respeito do assunto, considerar o que nos ensina o Espiritismo. A mente humana, ambiente do psiquismo, que age e reage ante as leis da Natureza, porquanto ante o psiquismo universal, possui grandes recursos, ainda não explorados pelo homem, porque o domínio sobre o assunto, no estágio de inferioridade moral em que se encontra, o levaria a fazer mau uso de tal faculdade, como bisbilhotar a vida alheia, ou utilizá-la em proveito próprio, ou na destruição do próprio homem.
A Doutrina Espírita não nega que as chamadas capacidades “extra-sensoriais” sejam uma realidade. Entretanto, a própria ciência está estudando, dentro da parapsicologia, o ramo “Theta” que cuida dos fenômenos relacionados com a morte, como sobrevivência, comunicabilidade e reencarnação. Um dia teremos a comprovação de todas estas possibilidades, quando o homem souber utilizar os conhecimentos em favor da paz e o bem comum.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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