O primeiro a depor nesta sexta-feira foi o radialista Marcelo Bomba, que foi o responsável por apresentar a denúncia contra o prefeito Gilson de Souza. Ele disse que, ao contrário do que escreveu em seu requerimento para a abertura da comissão processante, o que ele queria mesmo denunciar é o favorecimento da Construtora Pacaembu. "A questão da praça é o que menos importa. O que eu denunciei é o favorecimento à Pacaembu".
Ele disse que a prefeitura concedeu à construtora um alvará irregular autorizando o início das vendas dos imóveis. "A lei exige que o álvara só seja concedido depois da terraplanagem, da divisão das quadras e a demarcação dos lotes, mas nenhum dos serviços foi feito. No local do empreendimento, hoje existe um cafezal".
Segundo o radialista, ele teria descoberto essa irregularidade a partir de denúncias recebidas, mas se recusou a revelar os nomes de quem o teria procurado. "Como jornalista tenho o direito de preservar minhas fontes. Não quero que ninguém seja perseguido".
O presidente da Comissão, Adérmis Marini, solicitou que Bomba apresentasse provas, mas ele disse que os procedimentos de aprovação de loteamentos ficam disponíveis na Prefeitura. O presidente então solicitou que sejam requeridas cópias de todos os procedimentos envolvendo a Pacaembu, a Infratécnica e as demais construtoras sejam da cidade ou não.
O radialista negou que saiba de algum servidor ou ente público que tenha recebido vantagens por parte da comissão. Ele reafirmou que apenas a parte da imprensa recebeu dinheiro por meio de contratos de publicidade para "calar a boca". "Eu reafirmo que boa parte da imprensa desta cidade recebeu recursos por parte da construtora, por meio de contratos, para calar a boca". O denunciante negou que tenha conhecimento de que algum político tenha recebido vantagem por parte da construtora. "Isso eu nao sei não. Não tive provas de nada".
O relator da comissão, vereador Della Motta (Podemos), questionou a respeito de provas documentais sobre as denúncias apresentadas por Bomba. "Queria saber se o senhor recebeu essas denúncias por escrito, se tem algum documento e se tiver se pode nos ceder", perguntou o relator. Radialista se prontificou a entregá-lo.
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