Discussão entre presidência e defesa marca começo da CP


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A audiência para ouvir os depoimentos das testemunhas no processo de cassação do mandato do prefeito Gilson de Souza (DEM) na Câmara Municipal começou com uma discussão ferrenha entre o presidente da Comissão, o vereador Adérmis Marini (PSDB), a procuradora da Câmara, Maria Fernanda Bordini, e o advogado de defesa Denilson Carvalho, que representa o prefeito. 
 
O estopim da discussão foi a definição da ordem em que as testemunhas, o denunciante e o denunciado serão ouvidos. Segundo Denilson, a ordem estabelecida pela comissão não respeita nenhum dos ritos do Processo Penal e nem do Processo Civil. "Eu preciso que a Comissão defina para mim qual o rito ela seguirá para a oitiva das testemunhas. Essa ordem que os senhores estabeleceram não tem fundamento legal", disse Denilson. O presidente, auxiliado pela procuradora, afirmou a garantiria do direito à ampla defesa, mas não especificou qual o rito a ser seguido e nem justificou o motivo de não respeitar o determinado seja pelo Código de Processo Penal ou pelo Código de Processo Civil. "O senhor não está me respondendo, não tenho como continuar se o senhor não me esclarecer o rito ou fundamentar a sua decisão", disse Denilson.
 
Visivelmente desconfortável, Adermis apenas insistia que estava garantindo o direito à ampla defesa. 
 
A discussão se estendeu até que o denunciante, o radialista Marcelo Bomba, previsto a ser o primeiro a depor, sugeriu que fosse então ouvido por último. Foi feita uma suspensão dos trabalhos para que o jurídico pudesse ser consultado  O pedido fei indeferido. 
 
Por fim, Denilson disse que deve recorrer à justiça. "Essa comissão é clandestina. Não tem fundamento legal e não respeita a lei".
 
 

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