CP arrola testemunhas; defesa diz que falta imparcialidade


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Os vereadores Arroizinho (PMDB), Adérmis Marini (PSDB) e Della Motta (Podemos), membros da Comissão Processante
Os vereadores Arroizinho (PMDB), Adérmis Marini (PSDB) e Della Motta (Podemos), membros da Comissão Processante
A Comissão Processante, responsável pela condução do processo na Câmara Municipal contra o prefeito Gilson de Souza (DEM), começa a ouvir as testemunhas de acusação e defesa amanhã. Estão previstos cinco depoimentos, todos convocados pela própria comissão. Gilson é acusado de favorecer uma construtora ao permitir que a mesma utilizasse a praça central para a realização de um plantão de vendas.
 
O primeiro será às 9 horas, na Câmara, quando será ouvido o denunciante, o radialista Marcelo Bomba. Em seguida, será a engenheira da Prefeitura Aline Manon Salomão Silva Maia. 
 
Às 14 horas, será o engenheiro da Prefeitura Fabrício Jean da Silva, seguido por Eri Pereira dos Santos, também engenheiro, e o último será o secretário municipal de Planejamento Urbano, Virgínio Henrique Vieira Reis.
 
Segundo o presidente da CP, o vereador Adérmis Marini (PSDB), os depoimentos serão transmitidos ao vivo pela TV Câmara. “Quem quiser acompanhar também poderá vir ao Plenário. Queremos dar a maior publicidade possível”. 
 
Denílson Carvalho, advogado do prefeito, foi notificado a respeito ontem e criticou o fato de a própria comissão convocar testemunhas. “A Comissão é como se fosse o juiz em um processo. Ela não pode convocar testemunhas. Essa é uma atribuição do denunciante, que não o fez. Essa convocação já demonstra a falta de imparcialidade com que os trabalhos estão sendo conduzidos”.

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