No final, ninguém consegue explicar


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COMBUSTÍVEIS SÃO MAIS CAROS EM FRANCA DO QUE NA MAIORIA DAS CIDADES DO ESTADO
A questão já foi alvo de investigação do Ministério Público, sem qualquer conclusão que confirmasse a existência de um cartel de combustíveis em nosso município. Mas também falta uma resposta à pergunta que todo francano (dono de veículo ou não) faz: por que os preços dos combustíveis são tão altos e alinhados em todos os postos de venda? As diferenças em relação a outras cidades do Estado são consideráveis e acabam por provocar inúmeras suspeitas sobre o setor, praticamente nenhuma dirimida por quem comanda a venda de combustíveis em Franca. De acordo com reportagem publicada na edição de ontem do Comércio, Franca está entre as cidades que mais lucram com a venda de combustíveis em todo o Estado de São Paulo, segundo uma pesquisa da Fundace (Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia) e divulgada pelo Ceper (Centro de Pesquisa em Economia Regional). 
 
Realizado com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o estudo aponta que, em setembro, os postos de Franca lucraram, em média, R$ 0,51 a cada litro de etanol vendido e mantinha o preço mais alto do Estado de São Paulo, R$ 2,68. Enquanto isso, Ribeirão Preto lucrou R$ 0,29 por litro e tinha o preço mais baixo entre todas as cidades pesquisadas, R$ 2,21. No caso da gasolina, o valor foi o 2º maior do Estado de São Paulo no mesmo mês, ficando atrás apenas de São José do Rio Preto. Na Terra do Calçado, o lucro médio por litro era de R$ 0,52 ante R$ 0,63 na outra cidade. Segundo a pesquisa, em setembro, o preço médio da gasolina na cidade era de R$ 3,88, mais baixo apenas do que em São José do Rio Preto (R$ 3,92) e acima dos praticados em Araraquara, Campinas, Ribeirão Preto, Sertãozinho, São Paulo e também da média do País. 
 
O presidente da Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo) de Franca, Marco Antonio Nascimento, garante que está acompanhando o mercado e não considera a diferença de preço entre as cidades tão grande. Este tipo de resposta não cabe neste momento, em que o brasileiro se esfalfa por mais de cinco meses apenas para pagar os pesados impostos e tributos que lhe são cobrados (inclusive sobre o consumo de combustíveis) e, além disso, demonstra que não há como explicar o inexplicável. Não se pode jogar a culpa nos aumentos frequentes anunciados pelo governo e muito menos no valor do frete. O problema maior é que a situação de Franca não permite que os consumidores busquem outra alternativa. É preciso haver consciência daqueles que só vêem o próximo (no caso, o francano) como cifrões e não cidadão também sufocado pela crise que ainda assola o nosso País.

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