Em uma sessão confusa, em que até mesmo o painel eletrônico não funcionou, a Câmara Municipal aprovou nesta manhã o pedido de arquivamento de parte da denúncia contra o prefeito Gilson de Souza (DEM).
O prefeito é acusado de ser omisso por conta da falta de fiscalização dos ambulantes nas ruas da cidade e de favorecer uma construtora por ter permitido que ela usasse a praça central para a realização de um plantão de venda de imóveis populares.
A Comissão decidiu arquivar a denúncia no que diz respeito à omissão e prosseguir com o processo analisando o suposto favorecimento no uso da praça. A divisão, que não tem fundamento legal, foi o motivo das discussões na sessão de hoje. "Não pode ter fatiamento nesta fase. É extravagante. Pode gerar contestação. Ou arquiva tudo, ou segue com todas as acusações", defendeu o vereador Corrêa Neves Júnior (PSD).
Pastor Otávio (PTB) afirmou que o prefeito não cometeu nenhuma irregularidade e pediu ao presidente que consultasse o plenário sobre a possibilidade de arquivamento total das denúncias. Marco Garcia (PPS) indeferiu o pedido e não permitiu a consulta.
Diante do impasse, Nirley de Souza (PP) propôs o adiantamento da votação por duas sessões. O presidente não aceitou e determinou a abertura da votação de maneira fatiada, como decidido pela Comissão.
O painel eletrônico deu pau e, como as tentativas de reparo foram em vão, os vereadores tiveram que fazer a votação nominal. Por unanimidade, decidiram pelo arquivamento das acusações relacionadas à falta de fiscalização dos ambulantes. "Fomos obrigados a votar dessa maneira. Quem teve entendimento diferente do decidido pela Comissão, não teve outra opção de voto. Todas as tentativas de sensibilizar o presidente foram em vão. Contra o governo, tudo pode", lamentou Corrêa Neves Júnior.
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