A tartaruga-de-couro tem boca com dentes serrilhados, escamas sobre a cabeça e chega a botar 100 ovos de uma vez. Vive em águas tropicais, mas se adapta às frias devido à pele grossa e oleosa. Como resultado, é a mais amplamente distribuída no litoral brasileiro e em outros litorais onde as temperaturas oscilam entre 10º C e 20º C. Muito caçada pela qualidade de sua carne e por causa de sua pele diferente, além de ter os ovos também comidos por animais, a espécie corre risco de extinção.
É uma tartaruga carnívora, que se alimenta basicamente de águas-vivas e de outros pequenos animais aquáticos. Por causa desta alimentação, elas frequentemente confundem sacos plásticos ou papel celofane com águas-vivas e os comem. Com isso correm o risco de morrerem porque esse material não se dissolve e entope seu aparelho digestivo.
As fêmeas normalmente desovam de 4 a 6 vezes por temporada, com 61 a 126 ovos por ninho. Porém, mais da metade do ninho consiste de ovos pequenos e sem gema (não férteis). A incubação varia de 50 a 78 dias e a temperatura considerada excelente é por volta de 29º C.
Muitos de seus ovos são comidos por caranguejos e lagartos. E muitos filhotes ao nascer são predados por mamíferos e aves. Depois de crescidas, nas fases juvenil e adulta, essas tartarugas são atacadas por tubarões e baleias. Adultas, são capturadas em redes flutuantes e até por linhas longas usadas para pesca de atum. Como se vê, a vida delas é difícil!
Esta espécie se aproxima da costa somente durante a temporada de reprodução. Também consegue descer a grandes profundidades e está bem adaptada aos mergulhos profundos. Chega a atingir dois metros de comprimento e pesar até 600 quilos.
A maior tartaruga-de-couro já encontrada por humanos era um macho encalhado na Costa Ocidental do País de Gales (Inglaterra) em 1988. Pesou 916 kg. Quase uma tonelada!
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