A fé


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Por várias razões, na juventude, a maioria não ostenta uma intimidade intensa com o Criador, com a espiritualidade e com o exercício contínuo da fé, daquela que é capaz de mudar positivamente o rumo da nossa vida. Nessa fase, raras são as ocasiões que nos preocupamos em orar para agradecer a Deus o dia que se encerra, ou que irá se iniciar. Sem dúvida, a oração é o momento de falarmos com Ele, pedindo proteção e bênçãos, mas fundamentalmente agradecendo os dons e os auxílios que nos foram liberados.
 
Com a vida corrida, que obriga os pais a trabalharem fora de casa para completar o orçamento doméstico, a preocupação com o ensino religioso e com a espiritualidade dos filhos, diminuiu ainda mais e acabou relegada a um plano secundário. Preocupa-se com a saúde, com a escola, com a alimentação, com as companhias, etc., mas há um descuido com o despertar da fé nos filhos, sendo que ela só será alcançada quando a criatura passar a ter a convicção plena da existência de um Ser Supremo, soberanamente justo e perfeito, que nos rege.
 
À medida que vamos alcançando a maturidade e enfrentando dissabores e vicissitudes próprios da vida terrena, vamos nos aproximando do Criador e alcançando uma saudável intimidade com Ele. Isso faz com que O invoquemos nos bons momentos e também naqueles em que a nossa fé é colocada à prova.
 
O sofrimento nos aproxima de Deus e estreita os laços de uma inestimável parceria, nos tornando mais seguros, suaves e cordatos, nos permitindo afirmar, sempre: “mesmo que eu ande por um vale de sombras. Nada temerei. Pois o Senhor está comigo. Felicidade e amor me acompanham todos os dias da minha vida. Eternamente habitarei na morada do Senhor” (Salmo 23).
 
Setímio Salerno Miguel
Advogado Empresarial e Professor da Faculdade de Direito de Franca
 

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