Homicídios disparam e Franca tem ano mais violento


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De 1º de janeiro até o dia 31 de outubro de 2017, foram 23 mortes no município. Dos crimes, apenas sete seguem sob investigação no setor especializado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca.
De 1º de janeiro até o dia 31 de outubro de 2017, foram 23 mortes no município. Dos crimes, apenas sete seguem sob investigação no setor especializado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca.
Em dez anos, Franca não registrava tantos assassinatos em tão pouco tempo. De janeiro a outubro de 2017, a cidade já bateu recorde e traz um alarmante índice: até agora, foram 23 homicídios.
 
Dos crimes, apenas sete ainda não foram esclarecidos pelo Setor de Homicídio e Proteção à Pessoa da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) que, anualmente, coleciona uma alta média de 80% de elucidação dos assassinatos. A dificuldade apontada pelos investigadores e pelo delegado Márcio Murari para atingir uma resolução ainda maior é a localização, já que 13 dos 23 casos aconteceram na zona Sul da cidade, onde impera a lei do silêncio. “As pessoas têm receio de colaborar com a polícia e sofrer retaliação. Mas, ainda assim, conseguimos esclarecer grande parte dos casos”, explicou Murari.
 
Nesses 304 dias, os moradores de Franca e da região, além da polícia, acompanharam crimes causados pelas mais variadas razões: brigas no relacionamento, ciúmes, drogas, dívidas, desavenças em bar e até problemas em família, como o assassinato do desempregado Anderson José de Assis, 38, cometido pelo próprio filho, o sapateiro Maicom Vital de Assis, 19.
 
Na ocasião, Maicom foi preso e alegou que desferiu as mais de 30 facadas no pai porque estava cansado de ver a mãe apanhar e sofrer nas mãos do pai. “Ou eu fazia isso ou ia assistir meu pai matando minha mãe. Sequer podia deixá-la sozinha em casa. Não tive outra alternativa naquele momento. Ninguém aguentava mais”, disse, após conquistar a liberdade provisória.
 
Perfil dos crimes
Das mortes, 13 pessoas foram assassinadas a tiros, duas a pauladas e sete a facadas. A única que ainda não teve desvendado o objeto utilizado para consumar o crime foi a do autônomo Luiz Antônio da Silveira, ocorrida em 11 de abril, na rodovia Nelson Nogueira, que liga Franca a Ribeirão Corrente. 
 
Isso porque, duas semanas após seu desaparecimento, seu corpo foi encontrado completamente carbonizado e em pedaços no porta-malas de seu próprio Uno, também incendiado, fato que ainda não permitiu que a forma como ocorreu sua morte fosse descoberta. Os responsáveis também não foram identificados.

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