O festejado escritor americano Dan Brown, autor de mais vendidos como Código Da Vinci, Fortaleza Digital e outros, acaba de lançar Origem, conforme se lê no caderno Ilustrada, da Folha de 16/10/17. Pretendendo abordar a origem da vida e o destino que nos espera, propõe respostas para as clássicas e filosóficas perguntas: Quem sou, de onde vim, para onde vou?
Tal como nos seus textos anteriores, o personagem principal é Dr. Robert Langdon, especialista em Simbologia que, de posse de uma “charada”, tenta descobrir a origem da vida, segundo o pensamento de Charles Darwin, no conhecido A origem das espécies.
Religioso que se tornou ateu, Dan Brown esforça-se por tentar provar que não precisamos de Deus para explicar a vida, mas, por outro lado, acerta, com severa crítica à doutrina do antropomorfismo, que afirma que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, impondo-nos entendimento de que Deus é como o homem.
Sem estender apoio às suas conclusões quanto à Criação, particularizamos, todavia, o seu acerto quanto à negação de que o homem é materialmente igual a Deus, clamoroso equívoco das religiões.
Deus, na sua infinita sabedoria, bondade e justiça, não pode ser apenas um homem melhorado, e nem o homem um “Deus” piorado. Lembremos: Jesus disse à mulher samaritana: “Deus é espírito e como tal deve ser adorado.”
Brown oferece outro par ao pensamento espírita: o “código moral intrínseco”, como ele diz, está inscrito na consciência de cada um, asserção perfeitamente harmônica com o enunciado da questão 621 de O Livro dos Espíritos, obra basilar do Espiritismo.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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