Represa do Castelinho está cheia e já tem animais


| Tempo de leitura: 2 min
O cenário atual contrasta com a imagem que ganhou repercussão nacional há um mês e meio
O cenário atual contrasta com a imagem que ganhou repercussão nacional há um mês e meio
As capivaras voltaram em maior número, os patos e gansos se refrescam e dão vida ao local, a água atingiu o nível normal. Quarenta dias após secar por causa de problemas na barragem, a represa do Castelinho está cheia novamente. As chuvas que caíram na cidade nos últimos dias contribuíram e a paisagem mudou completamente. O cenário atual contrasta totalmente com a imagem que ganhou repercussão nacional há um mês e meio. 
 
Foi no dia 15 de setembro que a comporta travou e toda a água vazou. A represa se transformou em um imenso lamaçal com mau cheiro. Milhares de peixes escaparam para córregos vizinhos. Outros tantos morreram. Dois funcionários do clube que tentavam salvar alguns peixes, escaparam por pouco da morte. A imagem do barco em que estavam, sendo sugado pelas águas, correu o País. 
 
Mesmo com o período de seca registrado ao longo de setembro, a represa encheu rápido. As últimas chuvas ajudaram. “A represa voltou ao normal. O lago está bonito, alegre. Não tem mais aquele barro. As capivaras e os patos, que tinham saído, voltaram. Quando aconteceu o problema, a gente que vive o dia-a-dia aqui há quase 30 anos, não conseguia nem chegar perto da represa, que mexia com o coração. Agora, a alegria é grande”, disse Celso Donizete Modesto, gerente de manutenção. 
 
Agora será preciso ter paciência para ter os peixes de volta. O repovoamento será feito quando o serviço de retirada de resíduos do leito for realizado. Os funcionários do clube estão realizando testes semanais e abrindo a comporta para verificar o funcionamento e para que seja feita a auto-limpeza. Não foram detectados problemas.
 
Perito do Ministério Público concluiu que três fatores influenciaram a volta das obstruções no leito da represa, que provocaram o travamento da barragem: construção de loteamento na região, drenagem inadequada ao longo da região do Espraiado e a omissão na manutenção. Após conclusão de estudo técnico contratado pela Prefeitura, o MP vai propor aos causadores do problema que paguem, na proporção devida, pela retirada do lodo do fundo da represa. 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários