A votação do parecer pelo arquivamento de parte da denúncia que deu origem ao processo de cassação do mandato do prefeito Gilson de Souza (DEM), prevista para acontecer nesta manhã na Câmara, acabou adiada.
Os motivos do adiamento não foram explicados. Segundo o presidente do Legislativo, Marco Garcia (PPS), ele não foi informado de que o parecer já estaria disponível para votação. “Não estou sabendo de nada. A comissão não me disse que a votação seria nesta manhã. O presidente da comissão, Adermis Marini, foi representar o Legislativo na visita do governador. Preciso entender o que aconteceu”.
Já o relator da comissão, o vereador Della Motta (Podemos) disse que a votação estava prevista para esta manhã e não soube explicar o motivo de ela não ter acontecido. “Ontem a Comissão e o Departamento Jurídico definiram a votação para hoje. Não sei porque não foi votado”.
O vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) usou a tribuna para criticar a forma como a Comissão Processante vem conduzindo o processo de cassação do mandato do prefeito Gilson de Souza (DEM) e a decisão da comissão de fatiar as denúncias apresentadas contra Gilson.
Em uma reunião, ontem os membros da comissão decidiram arquivar a acusação de omissão na falta de fiscalização dos ambulantes e prosseguir em relação à denuncia de uso da praça por uma construtora. O arquivamento deveria ir a votação nesta manhã, mas até o momento não foi sequer lido em plenário.
Ao iniciar suas críticas, Corrêa lembrou a disputa que existia entre Getúlio Vargas e Carlos Lacerda. “É preciso ter cuidado como a forma como as coisas estão sendo conduzidas. A Comissão tem tido algumas falhas graves. Agora, por exemplo, cadê a votação prevista em ata ontem do arquivamento? Mudaram de ideia? Cadê todo mundo da mesa diretora? Por que ainda não votamos?”
O vereador se manifestou contra a decisão de fatiar a denúncia. “Quando acolhemos aqui a Comissão Processante, fizemos uma única votação não houve fatiamento. Era um documento só. Não reconheço a validade dessa divisão e se for à votação vou me abster”.
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