Após cirurgia na próstata, Temer deixa o hospital


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Michel Temer, 77, recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Michel Temer, 77, recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente Michel Temer, 77, recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, pouco depois das 12h desta segunda-feira (30). Ele estava internado desde a noite de sexta (27), quando passou por raspagem na próstata.
 
Ao deixar o hospital, Temer caminhou normalmente, acenou para jornalistas e disse que está tudo bem.
 
"Vou trabalhar agora em casa", disse o presidente, que estava acompanhado do urologista Miguel Srougi e do cardiologista Roberto Kalil Filho.
 
Segundo a assessoria do Planalto, o presidente recebeu recomendação médica para permanecer em repouso por dois dias. Ele deve ficar na sua casa, na zona oeste de São Paulo, até quarta (1º), quando retornaria a Brasília.
 
Durante a internação, o presidente recebeu, no sábado (28), a visita do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e, no domingo (29), do ministro do STF Gilmar Mendes e do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf.
 
O presidente também recebeu mensagem de apoio dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).
 
Em nota, o Hospital Sírio-Libanês disse que Temer deve passar por uma reavaliação de rotina em 30 dias.
 
A internação de Temer no Hospital Sírio-Libanês se deu para que ele desse continuidade a um tratamento iniciado em Brasília.
 
Temer sentiu um desconforto na quarta (25), dia em que a Câmara votou e barrou a segunda denúncia contra ele, desta vez por obstrução da Justiça e organização criminosa, e precisou ir ao hospital.
 
Lá, passou por procedimento de desobstrução do canal da uretra, no qual foi sedado, segundo a Presidência. Ele deixou o hospital ainda na noite da quarta (25).
 
Na sexta (27), o presidente voltou a ser internado, desta vez no Sírio-Libanês. Ele tinha um quadro de retenção urinária por hiperplastia benigna da próstata (crescimento do órgão), que obstruiu a uretra, bloqueando a passagem de urina.
 
No domingo (29), já com melhora no quadro de saúde, Temer removeu uma sonda vesical, cuja função era retirar urina da bexiga.
 
No início de outubro, o presidente foi diagnosticado com uma obstrução parcial de um artéria coronária. Não há relação entre as duas condições.
 
A incidência da hiperplasia prostática benigna (crescimento da próstata) é de 50% para homens com mais de 50 anos e chega a 90% aos 80 anos –Temer tem 77. É menos comum que esse crescimento seja devido a um câncer. A próstata em um tamanho maior comprime a uretra e pode levar o paciente a não conseguir urinar.

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