Recorrente, o perigo causado por animais soltos por avenidas e rodovias de Franca e região voltou a ser assunto na semana passada depois de um dentista atropelar uma capivara, perder o controle do veículo e cair em uma represa na rodovia Fábio Talarico, morrendo logo em seguida. No mês passado, também na Fábio Talarico, uma cartorária de apenas 23 anos morreu depois que a moto em que ela estava atropelou um lobo-guará no meio da pista.
Diariamente, a equipe de reportagem do Comércio, portal GCN e rádio Difusora recebe reclamações de motoristas sobre cavalos, vacas e capivaras soltas em rodovias, como a João Traficante, Franca a Ibiraci (MG); Fabio Talarico, que liga Franca a São José da Bela Vista; Tancredo Neves, Franca a Claraval (MG); Nestor Ferreira, entre Franca e Restinga; Ronan Rocha, Franca a Patrocínio Paulista, além da Cândido Portinari onde, somente neste ano, foram registrados pelo menos seis acidentes com animais de grande porte. Também nas avenidas Chafic Facury, São Vicente e Doutor Abrahão Brickmann é possível encontrar com frequência animais soltos oferecendo perigo aos motoristas que passam pelas vias.
“Trabalho em Franca, mas moro em Claraval, por isso, todos os dias passo pela rodovia Tancredo Neves. Na semana passada, avistei pelo menos oito vacas na pista, oferecendo um grande risco para quem passava por ali. Tentei afastar elas para o pasto, mas elas não obedecem e saem para a rodovia. Se o motorista não conhecer o trecho, ou se estiver escuro, o perigo é ainda maior”, disse o motorista Roberto Alves, 50.
Em entrevista ao Hora da Verdade, da radio Difusora, o diretor da Vigilância Sanitária, responsável pelo recolhimento dos animais, Nelson Salomão, falou sobre a demora para a conclusão das obras no Canil municipal o que, segundo ele, é o motivo dos constantes problemas com animais de grande portes soltos na cidade. “Atualmente a empresa responsável está com 90% das obras do Canil concluídas e a expectativa é que elas sejam entregues até novembro. Apesar disso, a empresa pediu mais 60 dias de prazo para a Prefeitura, mas esse pedido não será atendido”, disse. “Todos os envolvidos sabem das nossas limitações sem o canil. Sem ele, não temos onde colocar esses animais. O que podemos fazer apenas é colocá-los em locais próximos de onde são encontrados”, completou.
Ainda segundo Salomão, já foi realizado chamamento para contratar a empresa para recolher os animais e os encaminhá-los ao Canil. “Mas não podemos realizar o contrato sem ter para onde levá-los. Temos três empresas interessadas, só precisamos que fique pronto o Canil”, finalizou, sem dar data precisa de quando o problema deve ser solucionado.
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