Franca abusa dos erros e perde 1º jogo da decisão no Póli


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Jefferson, do Sesi Franca, pulou alto numa disputa de bola com o jogador no Paulistano
Jefferson, do Sesi Franca, pulou alto numa disputa de bola com o jogador no Paulistano
A torcida fez sua parte, lotou o Poli e incentivou o tempo todo, mas o time não correspondeu às expectativas e tropeçou em casa. Em uma partida estranha, em que até o árbitro se machucou e teve que deixar a quadra, o Sesi Franca perdeu o jogo 1 da decisão. O Paulistano foi mais consistente e venceu por 85 a 83.
 
Sob os olhares do novo técnico da seleção brasileira de basquete, o croata Aleksandar Petrovic, que assistiu ao jogo no Poli, o time de Franca começou bem e deu a impressão de que liquidaria a fatura com tranquilidade, quando chegou a abrir dez pontos no primeiro quarto. A instabilidade fez com que a gordura fosse queimada logo. A primeira etapa da partida terminou 24 a 21 para o quinteto francano. 
 
A pressão de jogar com a casa lotada e ganhar um título após dez anos, parece ter deixado o time nervoso. O Paulistano soube controlar melhor o jogo, se impôs e, aos poucos, passou a comandar o placar. O time de São Paulo explorou os erros de Franca e terminou o primeiro tempo em vantagem, 40 a 39.
 
No início do terceiro quarto, um lance inusitado. O juiz Marcos Benito se machucou e teve que deixar a quadra. A argola do apito ficou presa no seu dedo e chegou a furar a unha. A partida ficou parada por cerca de cinco minutos e foi reiniciada com apenas dois árbitros. Foi quando Franca sofreu um apagão e passou a errar todas as bolas. O Paulistano tomou conta do jogo e, praticamente, garantiu a vitória ao abrir 15 pontos de diferença, 64 a 52.
 
A torcida vaiou o time. Alguns torcedores se levantaram e foram embora. Quem deixou o ginásio mais cedo perdeu um grande jogo no último quarto. Franca se recuperou e foi tirando a diferença aos poucos. A torcida se animou e passou a empurrar o time rumo à improvável virada. A um minuto do fim, a diferença era de apenas três pontos, 81 a 78. Franca tirou mais um ponto e encostou de vez. Os torcedores incendiaram o Poli.
 
A cinco segundos do fim, Coelho teve a bola do jogo nas mãos. Ele se precipitou e arremessou antes da linha dos três e não conseguiu converter. A bola ainda deu rebote, mas o cronômetro zerou. O placar fez justiça ao time do Paulistano, que jogou melhor, pegou mais rebotes e errou menos. 
 
Hoje tem mais
O time de Franca não vai ter muito tempo para lamentar. Hoje, às 20h10, também no Poliesportivo, será realizado o jogo 2 da decisão. A terceira partida será disputada, segunda-feira, em São Paulo. Franca precisa vencer pelo menos uma partida fora para trazer a decisão para casa.
 
 
Para Hélio, time jogou no improviso
O ex-treinador Hélio Rubens, hoje comentarista da TV Franca, disse que o Paulistano usou a estratégia de fazer Franca jogar no improviso, o que acabou forçando o elevado número de erros durante a partida. “Ao jogar no improviso, o time diminui o aproveitamento. O Paulistano dificultou as ofensivas de Franca. A série está indefinida. As duas equipes se equivalem. Franca, agora, precisa ganhar um jogo fora para trazer a decisão novamente para casa.”

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