Prestes a ter uma resposta sobre o pedido de prisão preventiva dos três acusados de matar e queimar o corpo da comerciante Núbia Ribeiro Duarte, de 21 anos, a população francana recebeu, ontem de manhã, durante uma palestra na Jornada Jurídica da Universidade de Franca, uma importante informação: a vítima apresentava sinais vitais quando atearam fogo em seu corpo.
A novidade foi dita pelo delegado responsável pelo caso, Márcio Garcia Murari, que ministrava uma palestra sobre feminicídio no hotel Dan Inn. Cerca de 200 pessoas, entre alunos do curso de Direito da Unifran e pessoas interessadas no assunto, assistiram à apresentação.
Alguns dos participantes gravaram trechos da palestra e distribuíram áudios e vídeos em grupos de WhatsApp. Em meio às explanações sobre como foram as investigações da morte da jovem, ocorrida no dia 24 de setembro, e sobre o perfil dos três acusados - Lauany Viodres do Prado, Leonardo Cantieri e Italo Vinicius Neves -, Márcio também falou sobre a forma como a jovem foi brutalmente assassinada, de acordo com o laudo da perícia e análise do médico legista do IML (Instituto Médico Legal). “Isso não divulgamos, mas o médico constatou que a Núbia não estava acordada e tinha sinais vitais quando foi colocado fogo em seu corpo, tamanha a violência do crime. A mãe já sabe dessa situação”, disse.
A respeito das facadas desferidas na comerciante, momentos antes de sua morte, o delegado explicou, em outro momento da palestra que, como os golpes foram em seu rosto, logo no início das investigações ele e os policiais sabiam que havia sido Lauany, como seu próprio namorado confirmou no último depoimento. “Sabíamos que a autora dos golpes foi a acusada, porque ela quis desfigurar sua rival. Quando é um homem, ele ataca no tórax e outros pontos.”
Sobre Lauany, Murari enfatizou, mais uma vez, que a universitária chegou à delegacia com um ar superior, querendo debater leis e falar de seus direitos.
Prisão
Hoje, a Justiça deve enviar uma resposta ao pedido de prisão preventiva (por tempo indeterminado) do trio. A solicitação foi encaminhada na terça-feira por Murari. Os namorados seguem no prazo da prisão temporária, na cadeia do Jardim Guanabara. Já Italo está preso por tráfico na Penitenciária de Franca.
Os três foram indiciados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
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