O drama enfrentado pelos pais das mais de 140 crianças que são atendidas pelo CCI (Centro de Convivência Infantil), mantido pela Prefeitura, ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira. O secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Virgínio Reis, enviou um ofício para a diretoria do CCI dando prazo até o próximo dia 3 de novembro para que a instituição deixe o prédio onde funciona na rua Francisco Barbosa, no bairro Cidade Nova.
O comunicado tem por base uma ordem judicial emitida no mês passado, pelo juiz da Infância e Juventude, José Arimatéa Rodrigues, que determinou a interdição do imóvel por conta da falta de segurança e riscos de acidente. O problema é que, até o final da tarde de ontem, a Prefeitura ainda não havia informado o destino das mais de 140 crianças atendidas no local.
Segundo um grupo de pais (eles pediram para não serem identificados), até o momento, ninguém informou o que será feito em relação aos menores. “Estou muito preocupada porque não tenho com quem deixar meu filho e preciso do CCI, mas agora, a partir do dia 3, eles não vão mais receber as crianças. Não sei o que vou fazer”, disse uma das mães.
No mês passado, quando a ordem de interdição foi emitida pela Justiça, o secretário municipal de Educação, Edgar Ajax, afirmou que a Prefeitura alugaria um imóvel próximo ao prédio do CCI para atender as crianças enquanto as reformas necessárias para garantir a segurança da atual sede fossem realizadas, mas, segundo os pais, isso não ocorreu. “Eles tinham prometido que resolveriam o problema sem tantos transtornos. Nós confiamos e agora fomos surpreendidos com a notícia de que nossos filhos não têm para onde ir. É um absurdo”, disse outro pai.
Revoltados e preocupados, os pais disseram que devem realizar um protesto levando as crianças para o gabinete do prefeito Gilson de Souza (DEM), no Paço Municipal. “Quem sabe assim ele nos dê uma resposta, uma solução.” O protesto não tem data marcada.
Procurada para comentar o assunto, a Prefeitura, por meio de sua Assessoria de Comunicação, informou que está estudando alternativas. Uma reunião foi agendada para a tarde de hoje entre a Procuradoria, a Secretaria de Educação e a Secretaria de Planejamento para definir como ficará o atendimento do CCI a partir do dia 3 de novembro.
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