Começou efetivamente nesta semana o programa que envia para suas cidades de origem os moradores de rua que vivem em Franca. Em dois dias, segundo informações do secretário municipal de Ação Social, Vanderlei Tristão, Tico, 34 pessoas, oriundas de várias partes do País, retornaram para suas próprias cidades, através de ação realizada pela Secretaria.
“Começamos esse trabalho e conseguimos enviar 19 pessoas na terça-feira e 15 hoje (ontem). Vamos continuar os encaminhando para suas cidades de origem, na medida em que realizarmos esses contatos e eles aceitarem partir. Ofereceremos todas as condições para que eles retornem”, disse Tico.
Estimativas deste ano da própria Prefeitura chegaram a apontar que 1,2 mil pessoas viviam nas ruas de Franca, sendo mais de 60% vindos de outras cidades. Agora, nova estimativa - também do município - aponta para aproximadamente 450. A razão para a diferença dos números não foi detalhada.
Para conseguir encaminhar a maioria para suas cidades, Tristão pede a cooperação da população. “Inicialmente, muitos não aceitam partir, mas eles resistirão até o momento em que não receberem mais esmolas. Quando chegarmos nessa situação, tenho certeza de que eles procurarão a Ação Social, ou para se tratarem ou para voltarem para casa”, disse ele.
A abordagem aos moradores de ruas foi realizada por assistentes sociais em vários pontos da cidade. “Esses moradores vivem uma situação dramática. Encontramos mulheres doentes, grávidas, homens em situação precária. Enquanto muitos não aceitam ajuda, outros aceitam de pronto, pois notaram que o cerco está fechando e a população não está mais ajudando com dinheiro”, explicou o secretário.
Além do programa para encaminhar os moradores para suas cidades de origem, a Prefeitura realiza também uma campanha de orientação para que a população não dê esmolas.
“Estamos empenhados em resolver a situação e quero deixar claro que, em nenhum momento, estamos coagindo essas pessoas. Estamos conversando com elas e tentando convencê-las a fazer um tratamento ou partir para suas cidades. Tudo isso na base de conversa”, disse. “Não vamos coagir nem obrigar ninguém a tomar atitudes que não queiram, pois elas possuem o direito de ir e vir. Temos pessoas de várias partes do País, incluindo uma de São Luís, do Maranhão”, completou.
O secretário reforçou que o trabalho para solucionar a situação de moradores de rua é constante. “Nosso trabalho tem sido bem grande e nele damos prioridades para o que é mais urgente. Inicialmente estamos tentando encaminhar essas pessoas para suas casas e, depois, faremos um trabalho para aqueles que são naturais de Franca”, finalizou.
colaborou Cássio Freires,
da rádio Difusora
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