Clima esquenta na Câmara durante discussão de requerimento


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Um dos momentos mais tensos da sessão da Câmara dessa terça-feira foi a discussão travada entre os vereadores Adérmis Marini (PSDB) e Corrêa Neves Jr. (PSD) a respeito de um requerimento apresentado pelo presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS), e pelo tucano. Os dois oposicionistas exigiam que o prefeito Gilson de Souza (DEM) apresentasse uma série de documentos (atas de reuniões, cópias do expediente da Prefeitura, contratos assinados, etc.) que comprovassem que ele não viajou ao exterior sem autorização da Câmara. 
 
O requerimento é o terceiro apresentado para tratar do mesmo assunto. Os outros dois já haviam sido respondidos pelo prefeito, afirmando que não houve viagem e que ele permaneceu no Brasil. 
 
Ontem, Marco havia deixado a Presidência e pedido a Adérmis que solicitasse o adiamento da matéria que constava da ordem do dia. Corrêa Neves foi contra. “Por que adiar? Está na pauta. Não vejo motivos para um adiamento.” Adérmis insistiu que a votação fosse transferida para a próxima semana. 
 
Corrêa, então, criticou os termos do requerimento. “É um absurdo. Se alguém acredita que o prefeito cometeu uma irregularidade saindo do Brasil, cabe a essa pessoa provar. Não o contrário. Não cabe ao prefeito provar que esteve em Franca. Isso é uma inversão absurda. Se a Câmara desconfia, tenha coragem e faça então um ofício pedindo esclarecimentos à Policia Federal e à Infraero, e não faça joguinhos.”
 
Adérmis disse que estava cobrando uma resposta aos requerimentos já apresentados. Corrêa rebateu. “O prefeito respondeu. Agora não gostar da resposta é diferente de não ter resposta.”
 
Adérmis, então, acusou Corrêa de não querer que a Câmara fiscalize. “Nosso papel é requerer e o dele (prefeito) é explicar. Ou nós vamos ficar aqui com cara de paisagem?”
 
Corrêa explicou que não é contra a fiscalização. “O grande problema não é se viajou ou não. O problema é querer que o prefeito prove que estava no Brasil. Se tem dúvidas, por que não apresentar um requerimento para a Polícia Federal? Por que começar a exigir que o prefeito prove o que é lícito? Não tem razão de ser. O pressuposto da boa-fé tem que reger todas as relações, em especial a entre os poderes.”
 
Por fim, os vereadores negaram o pedido de adiamento e, em seguida, rejeitaram o requerimento. 
 

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