Franca entra na luta pelo fim da alienação parental


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Corrêa Neves Júnior (PSD): ‘A Semana será uma oportunidade de esclarecermos dúvidas e de debatermos alternativas de prevenção’
Corrêa Neves Júnior (PSD): ‘A Semana será uma oportunidade de esclarecermos dúvidas e de debatermos alternativas de prevenção’
Um dos problemas mais comuns em casos de disputa de guarda dos filhos envolvendo pais e mães ou até mesmo avós é a alienação parental, nome dado à ação de um dos pais de denegrir para os filhos a imagem do outro genitor, seja com atitudes ou palavras. Agora, essa questão deverá se tornar um tema debatido e discutido em escolas e entidades de atendimento a menores. 
 
Os vereadores aprovaram ontem o projeto de lei que institui em Franca a Semana de Conscientização e Prevenção à Alienação Parental. O projeto de autoria do vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) tem como objetivo levar informação para os profissionais da rede que lidam com crianças e adolescentes, para pais e para as próprias crianças envolvidas e ainda conscientizar a população sobre o que é a alienação, seus efeitos nocivos e sua prevenção. 
 
Segundo o autor do projeto, a alienação é uma forma de abuso emocional que pode causar à criança depressão, sentimento de culpa, de isolamento e comportamento hostil. “É preciso falar sobre esse problema, discutir e buscar alternativas para tentar diminuir a ocorrência desses casos. Esse ainda é um tema pouco conhecido, mas que afeta muitas famílias. A Semana será uma oportunidade de esclarecermos dúvidas e de debatermos alternativas de prevenção aqui em Franca”, disse Corrêa Neves.
 
Pelo projeto, a semana será realizada em abril e poderá ter a participação da Secretaria Municipal de Educação, que promoverá, juntamente com uma comissão organizadora, a implementação de atividades específicas relacionadas ao tema.
 
Apoio
Membros do Conselho Tutelar de Franca e representantes das Comissões dos Direitos da Mulher e da Infância e Juventude da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Franca estiveram na Câmara ontem para demonstrar apoio ao projeto. 
 
“A criação desta lei é importantíssima no combate da alienação. Vai ajudar os profissionais ligados às crianças e adolescentes a identificarem melhor os casos e irá melhorar as informações a respeito do problema que hoje ainda é tão comum”, disse o advogado, pesquisador e professor, Acir de Matos Gomes. 
 
Agora para se tornar lei, a proposta precisa ser sancionada pelo prefeito Gilson de Souza (DEM).

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