Um dos três acusados de assassinar a comerciante Núbia Ribeiro Duarte, 21, no dia 24 de setembro, prestou novo depoimento ontem na DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O auxiliar de mecânico Leonardo Gonçalves Cantieri, 20, negou envolvimento no crime e atribuiu a morte de Núbia à sua namorada, a universitária Lauany Viodres do Prado, 20, e ao desempregado Italo Vinícius Neves, 32.
Acompanhado de seus dois advogados, Leonardo foi ouvido pelos policiais civis por cerca de 40 minutos. Com um semblante abatido, ele deu sua versão sobre o que aconteceu - desta vez, longe da namorada, tida como mentora do crime e quem teria, segundo a polícia, intimidado Leonardo em seu primeiro depoimento e durante a acareação na semana passada.
De acordo com o delegado Márcio Murari, Leonardo negou participação nas agressões feitas a Núbia, mas confirmou que ela estava dentro de seu VW Gol e Lauany no porta-malas. Segundo o depoimento, em dado momento, a universitária foi para o banco de trás do veículo. Ela e a vítima teriam brigado nas imediações da Emdef e, segundo Leonardo, ao olhar para trás, viu Núbia ensanguentada.
Ainda conforme o auxiliar de mecânico, a vítima desmaiou e o casal voltou com ela para Franca, indo até a casa de Italo. “O Leonardo disse que pediu para ele levar a Núbia ao pronto-socorro ou em algum lugar, que não fez isso porque ficou com medo de ser preso. Segundo sua versão, Italo aceitou, dizendo que ‘a deixou lá em cima’, e só depois soube o que tinha acontecido”, disse Murari.
Segundo o delegado, Leonardo também disse que evitou falar, pois não quis prejudicar sua namorada, por quem afirmou ter um grande sentimento. Ele ainda confirmou que Lauany carregava uma faca em sua bolsa, bem como amigas da acusada já tinham dito à polícia.
Desdobramentos
Além de Leonardo, duas testemunhas apontadas por Italo na acareação foram ouvidas e confirmaram que o amigo ficou em casa, na Vila Raycos, no dia dos fatos.
Hoje, o inquérito deve ser encerrado e a prisão preventiva de Lauany e Leonardo será solicitada à Justiça. Segundo um dos defensores do jovem, inicialmente está descartada a possibilidade de pedir sua liberdade provisória. “Aguardaremos o término das investigações para começarmos a preparar sua defesa”, disse Rafael Sousa Barbosa.
Além do pedido de prisão do casal, Murari também indiciará Italo por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
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