O auxiliar de mecânico Leonardo Gonçalves Cantieri, de 20 anos, foi novamente conduzido à sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) nesta segunda-feira, 23. O objetivo da oitiva é esclarecer mais dúvidas acerca da morte da comerciante Núbia Ribeiro Duarte, 21, ocorrida no dia 24 de setembro.
Acompanhado de seus dois advogados, Leonardo foi ouvido pelos policiais civis por cerca de 40 minutos. Com um semblante abatido, ele deu sua versão sobre o que aconteceu e, desta vez, longe da namorada, a universitária Lauany Viodres do Prado, 20, tida como mentora do crime e quem teria, segundo a polícia, intimidado Leonardo em seu primeiro depoimento e durante a acareação feita com Italo Vinicius Neves, 32, outro acusado.
Segundo o delegado Márcio Garcia Murari, responsável pelas investigações, Leonardo negou ter qualquer participação nas agressões feitas a Núbia. Confirmou que ela estava dentro de seu VW Gol e Lauany no porta-malas. Em dado momento, a namorada saiu e foi para o banco de trás. Elas teriam brigado nas imediações da Emdef e, ainda de acordo com sua versão, ao olhar para trás, viu Núbia com o rosto coberto de sangue.
Ainda conforme o depoimento do auxiliar de mecânico, a vítima desmaiou e o casal voltou com ela para Franca, indo até a casa de Italo. "O Leonardo disse que pediu para ele levar a Núbia ao pronto-socorro ou em algum lugar, que não fez isso porque ficou com medo de ser preso. Segundo sua versão, Italo aceitou, dizendo que 'a deixou lá em cima', e só depois soube o que tinha acontecido", explicou Murari.
Além de Leonardo, outras duas testemunhas apontadas por Italo na acareação foram ouvidas e confirmaram que o amigo ficou em casa, na Vila Raycos, no dia dos fatos. Amanhã, o inquérito deve ser encerrado e a prisão preventiva de Lauany e Leonardo será solicitada à justiça.
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