Fabiana Schiavon
FolhaPress
Clara (Bianca Bin) é linda, doce e inocente, mas só até que sua vida seja transformada em um verdadeiro inferno. A protagonista de "O Outro Lado do Paraíso" (Globo) vai ser o maior exemplo de que a lei do retorno existe. Pelo menos dentro da trama das nove, escrita por Walcyr Carrasco, que estreia nesta segunda-feira (23) na faixa das 21h.
Gravada em Tocantins, a novela tem Clara como protagonista. A mocinha se apaixonará pelo moço rico Gael (Sergio Guizé), sofrerá violência do marido e será maltratada pela sogra, Sophia (Marieta Severo), que vai interná-la em um hospital psiquiátrico.
Na segunda fase da história, porém, ela se transformará em uma mulher forte e vingativa. A trama dá um desafio e tanto a Bianca Bin. "É uma personagem difícil e ainda vem com o peso de ser a protagonista do horário das nove. Nem quero pensar nisso", brinca a atriz.
"As cenas de violência que ela sofre com o Gael também estão mexendo muito comigo. É preciso exercitar muito para separar o trabalho dos nossos sentimentos e fazer tudo com a maior leveza possível", conta Bianca. "E ainda terá a parte do hospital psiquiátrico, que não comecei a gravar, mas com a qual já estou preocupadíssima."
A sogra de Clara é Sophia (Marieta Severo). Ela não vai gostar nada de o filho ter se casado com uma moça pobre. E ainda verá Gael ser acusado de violência doméstica. Para encobrir os fatos, a vilã dará um jeito de provar que Clara tem distúrbios mentais e a internará por dez anos.
O público ainda vai acompanhar um pouco dos dramas que a mocinha viverá na clínica antes que ela regresse para a vingança. Bianca afirma que também tenta se distanciar na vida real desse espírito vingativo que toma a personagem. "Acredito que, quando recebemos desamor ou violência, temos que devolver ao mundo algo bom", prega a atriz.
Sergio Guizé diz que ainda estuda a fundo seu personagem, violento e com sintomas de bipolaridade. "Ele não tem um diagnóstico, mas fica claro que há mudanças bruscas de humor. Os temas da novela são pesados. É muito difícil lidar com a violência, mas precisamos levantar esse assunto. E a arte é o melhor jeito de discutir isso. Ainda haverá machismo, racismo, homofobia."
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.