Mercado de novos reage e venda de motos cresce 56%


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Venda de motos 0 km cresceu neste ano. Na Moto Zema, o ponto forte tem sido os consórcios
Venda de motos 0 km cresceu neste ano. Na Moto Zema, o ponto forte tem sido os consórcios
A venda de motos 0 km em Franca deu um salto e cresceu 56% nos primeiros oito meses de 2017 quando comparado com o mesmo período de 2016, segundo dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e da Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores). Enquanto no ano passado 551 motos 0 km saíram das lojas direto para as ruas de Franca, em 2017 esse número subiu para 861. A diferença, quando comparadas as vendas de agosto de cada ano, também é grande: em 2016 foram vendidas apenas 27 motos ante 142 neste ano. 
 
Os números são confirmados pelo gerente da Moto Zema, Ismar Baptista, que afirma que, no caso dos consórcios, a recuperação é ainda mais expressiva. “Notamos, sim, um recuperação nas vendas, mas que ainda é pequena quando comparada com os números antes da instabilidade econômica que atingiu o País”, disse. “O mercado dá sinais de melhora, mas ainda são tímidos. Observamos um acréscimo gradativo, mas a instabilidade política ainda é grande. Podemos ressaltar a categoria de consórcios, que está mais forte”, finalizou.
 
“Observamos uma melhora considerável na procura por motos novas e também por peças, o que demonstra que as pessoas, além de investirem em novos veículos, estão dando manutenção nos que já possuem”, disse a gerente geral da loja Hido Motos, Karina Pierri. “Agosto foi um dos melhores meses do ano, perdendo apenas para março, quando tivemos um resultado de vendas superior. Tenho observado que os consumidores estão mais otimistas com a economia. Além disso, a inadimplência diminuiu, o que facilita a aprovação dos financiamentos”, completou.
 
Segundo o analista econômico Adnan Jebailey, do Instituto de Economia da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), os números mostram aquecimento no setor e expectativas positivas. “O aumento das vendas de veículos de uso pessoal, carros e motos, está em consonância ao retorno dos bancos no fornecimento de financiamentos às pessoas físicas. Isso se deve à expectativa de retomada gradual da economia para os próximos meses e, também, à queda na taxa básica de juros que incentiva a tomada de empréstimos e financiamentos. No que tange aos veículos de uso profissional, utilitários e caminhões, a queda representa uma variação normal, depois de um mês de julho de grande alta na compra desses veículos.”
 
 

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