Com a modernidade, os hipermercados já começam a implantar no Brasil o sistema self-checkout onde o próprio consumidor coloca os produtos na leitora de código de barras e ele mesmo faz o pagamento. As inovações tecnológicas são muitas, mas o consumidor deve sempre ficar atento ao preço dos produtos e pesquisar muito antes de comprar. No entanto, toda essa modernidade e conforto ao consumidor têm seus efeitos colaterais: ofertas em publicidade que são descumpridas, preços divergentes na gôndola e no caixa, produtos na gôndola com data de validade vencida, venda casada, são apenas alguns exemplos de abusos cometidos pelos supermercados. A alta de preços também é uma realidade mundial e o consumidor deve ter ferramentas para enfrentar a situação.
Em relação a preços nos supermercados, divulgou-se um “mito” de que fica mais barato fazer toda a compra em um só supermercado que gastar combustível para pesquisar preços em vários estabelecimentos. Com esta falácia, quem ganha é somente o supermercado, cada estabelecimento coloca produtos em oferta para atrair o consumidor, no entanto, outros produtos essenciais têm seus preços elevados para compensar os preços reduzidos nas ofertas, se o consumidor faz toda a compra em um só estabelecimento, certamente, no final das contas, as compras ficarão mais dispendiosas que se ele pesquisasse em outros supermercados. Portanto faça pesquisas e, preferencialmente, compre as ofertas em cada supermercado pesquisado.
Aquele consumidor que tem um tempo maior pode ainda fazer uma planilha com preços dos meses anteriores e, quando houver um aumento abusivo do preço do produto, mude de marca ou boicote o produto se for possível, assim você exercerá controle sobre os preços dos produtos e não ficará submetido à força dos fabricantes.
Às vezes ocorre de o consumidor verificar um produto no panfleto de ofertas e este produto não estar disponível na gôndola. Neste caso e no prazo da oferta, o consumidor pode exigir produto semelhante ou de melhor qualidade. Alguns supermercados abusam ainda colocando um preço na gôndola (R$ 1,99) e outro preço no caixa (R$ 2,99). Neste caso exija o menor preço. O consumidor reclama que como o produto não possui etiqueta, fica difícil conferir no caixa o preço de cada produto. Mas, a alternativa é fazer um teste por amostragem: anote o preço de uns dez produtos e confira os preços no caixa. Utilizando essas estratégias, certamente o consumidor realizará uma compra muito mais consciente. Portanto, o consumidor deve estar atento aos abusos e sua defesa é a cidadania, denuncie os abusos ao PROCON, seja cidadão. Agora é sair às compras e conferir se os supermercados cumprem a lei.
Denílson Carvalho
Advogado e ex-coordenador do Procon/Franca
advogado@denilson.adv.br
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