Com personagens fortes, 'A Força do Querer' chega ao fim


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Irene (Débora Falabella)
Irene (Débora Falabella)
Uma trama bem elaborada e personagens cativantes fizeram com que "A Força do Querer" levasse a Globo a reconquistar sua audiência, chegando a índices que há tempos a emissora não marcava. A novela escrita por Gloria Perez teve média de 46 pontos em São Paulo, na última terça (17), número que não era registrado desde o capítulo final da novela "Império", em 2009.
 
E as responsáveis por tanto sucesso são, segundo especialistas ouvidos pelo Agora, as fortes personagens femininas, como Ritinha (Isis Valverde), Jeiza (Paolla Oliveira), Bibi (Juliana Paes) e Irene (Débora Falabella). Elas bateram, apanharam e sofreram. Tudo com intensidade, diante de personagens masculinos fracos e, muitas vezes, ingênuos.
 
"As tramas das personagens femininas geraram empatia no público porque são simples e possíveis. E a autora acertou ao escalar essas atrizes para interpretá-las. As mulheres ganharam destaque, e ficou claro que Gloria usou sua experiência de vida no enredo. Ela tem uma história forte", analisa Claudino Mayer, doutor em Teledramaturgia pela USP.
 
"A novela fez muito sucesso porque tem uma boa história, com uma trama original e moderna, além de contar com um elenco enxuto", completa Nilson Xavier, autor do "Almanaque da Telenovela Brasileira".
 
Feliz com o resultado da trama, Gloria Perez confessa que teve medo de não agradar. "Havia um risco de o Ivan, por exemplo, sofrer rejeição. Mas ouvi pessoas conservadoras dizerem que se comoveram com o drama dele", diz, referindo-se ao personagem transexual vivido por Carol Duarte. Segundo ela, muita gente se identificou com o drama de Bibi (Juliana Paes). "A trajetória dela fez as pessoas pensarem nas escolhas erradas que fizeram".
 
Já na ala masculina, Fiuk foi criticado por sua atuação. "Ele tem se dedicado, mas é um ator iniciante", diz a autora, que conclui: "Sinto uma felicidade muito grande com a novela. Tudo deu certo, foi uma caminhada leve, muito feliz."

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