O vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) usou a tribuna para se pronunciar sobre os vetos do prefeito Gilson de Souza (DEM) às 340 emendas impositivas apresentadas pelos vereadores para o orçamento do ano que vem. A justificativa do chefe do Executivo para os vetos são irregularidades encontradas na votação das emendas que deveriam ter sido debatidas e votadas tanto para a Lei do Plano Plurianual quanto para a Lei de Diretrizes Orçamentárias, mas foram votadas apenas na LDO.
“Hoje é um dia de profunda frustração para mim, diante da votação que teremos à tarde, tanto pela discussão e votação do PPA quanto da LDO. Tentando descobrir nas últimas horas um caminho, me lembrei do jornal Olé, que gosta de usar ironias, em que jogariam Brasil e Inglaterra, cuja a manchete era ‘Que percam os dois’. É o que gostaria que acontecesse hoje. Não merece prosperar a iniciativa da Câmara, triste, vergonha nossa, e nem da Prefeitura. Gostaria de ter uma alternativa onde os dois perdessem”, desabafou o vereador.
“Eu digo isso, pois houve um erro e não entendo a dificuldade da Câmara de vereadores, da qual faço parte, em assumir esse erro. Errou a Câmara, na tramitação do PPA. Erramos. Erramos e não há problema em errar, o problema é a má fé. Errou, pede desculpa. Embutiram no requerimento a ratificação da votação que não houve. E pegaram informações dos vereadores sem saberem o que estavam votando. Pois assinaram de boa fé, pois acharam que era um requerimento de informações. Não foi lido”, disse Corrêa Neves Jr.
“Nós erramos e deveríamos ter a humildade para consertar e jamais fazer um expediente como esse. Seria simples, votaria com maior prazer pela manutenção quanto ao veto, pois não podemos pelo PPA ratificar uma votação que não houve. É ilegal, é imoral e indecente ratificar uma votação que não existiu. Mas e a LDO? Pois o Executivo disse que encaminharia um projeto incorporando todas as emendas dos parlamentares. Porém, se passaram três semanas e eu pergunto ao líder, ao vice-líder, cadê o projeto? Não veio. Então fica difícil”, completou.
“Olha a situação, precisamos manter o veto que não houve votação, mas ao manter o veto, jogamos por terra as emendas que não foram corrigidas. Então temos uma dupla falta de vontade de resolver o problema. No meu caso votarei pela manutenção do veto ao PPA, pois entendo que as emendas precisam ser mantidas e corrigidas de outra forma. É a alternativa que me resta”, finalizou.
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