Outro ponto abordado pelo vice-líder do prefeito Gilson de Souza (DEM), Pastor Otávio Pinheiro (PTB), foi a campanha lançada pela Administração Municipal contra a prática de dar esmolas. “Hoje temos aproximadamente 1,2 mil moradores de rua pela cidade e, em muitos casos, eles conseguem até R$ 80 por dia com as esmolas, às vezes mais que um trabalhador consegue”, disse Pastor Otávio.
Aproveitando o assunto, o vereador Della Motta (PODE) pediu o pronunciamento, quando ressaltou o problema dos moradores de rua e a importância de não dar esmolas. “O direito de ir e vir não pode interferir no direito do francano que muitas vezes se sente coagido com os pedidos dessas pessoas. Muitos cidadãos estão sendo lesados e são necessárias ações como esta para solucionar esse grande problema”, disse.
O vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) fez questão de reforçar a necessidade de medidas que amenizem o problema causado pela grande quantidade de moradores de rua em Franca. “Temo que futuramente poderemos acompanhar uma reação violenta da população por culpa das constantes situações que temos acompanhado. Digo isso pois acompanhamos recentemente três sucessivas agressões. Uma delas foi o caso de um senhor de 85 anos, covardemente agredido e em que o agressor, mesmo sendo identificado na mesma hora, por culpa da legislação do Brasil, acabou saindo da delegacia pela mesma porta em que entrou”, disse. “Uma hora a população vai perder a paciência e, quando isso acontecer, veremos todos, Ministério Público, Defensoria Pública, chegando aqui para discutir a situação. Estamos alertando para evitar uma tragédia. É preciso um debate com esses órgãos para tentar uma solução”, completou.
Adérmis Marini (PSDB), que faz parte da comissão que estuda o caso dos moradores de rua em Franca, reforçou que o número de pessoas morando nas ruas da cidade cresce a cada dia e que é preciso criar mecanismos para oferecer oportunidades a essas pessoas. “Muitas vezes esses moradores de rua ficam na porta de mercados, igrejas, extorquindo, isso mesmo, extorquindo as pessoas. Precisamos de oportunidades para muitos que querem sair das ruas”, disse.
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