Do paraíso ao inferno


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BRASIL É O PAÍS DOS EXTREMOS: FOME E SOBREPESO PREOCUPAM AUTORIDADES
 
Por suas dimensões continentais, o Brasil apresenta problemas que vão de um extremo a outro, assim como outros continentes: vai do paraíso ao inferno até mesmo numa mesma região. No caso do Ensino, há diferenças grandes pautando escolas e professores. Enquanto alguns estabelecimentos públicos estão cumprindo metas traçadas, outras ficam aquém do esperado. Numa mesma cidade, a pobreza convive com uma sociedade abastada. Aqui, não existe meio-termo: vai direto da excelência à necessidade extrema.
 
Estudos recentes mostram que o Brasil é um país que lida com dois extremos, com 7,2 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave. Por outro lado, 60% dos brasileiros estão com sobrepeso e 20%, obesos. Além disso, um terço das crianças está acima do peso. Divulgado ontem, no Dia Mundial da Alimentação, um relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) recomenda que o Brasil incentive o cuidado com a alimentação e mantenha programas governamentais de acesso a alimentos para garantir a segurança alimentar dos brasileiros.
 
O relatório da FAO - Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e no Caribe/2017 indica que o Brasil será capaz de acabar com a fome, que hoje atinge cerca de 3% da população, até 2030. No entanto, para garantir a segurança alimentar e nutricional, os brasileiros precisam consumir os nutrientes corretos e até mesmo praticar exercícios físicos. No Brasil, a alimentação é um direito garantido pela Constituição Federal e, mundialmente, o tema é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que tem como meta acabar com a fome no mundo até 2030.
 
Como se pode ver, a nutrição dos brasileiros ainda não é ideal, nem para aqueles que não têm condições de prover o próprio sustento, assim como para os que dispõem de recursos para manter uma alimentação saudável. Ou se come pouco ou se come muito. Comemos mal, abusando de produtos industrializados, gordurosos ou com sal e açúcar em excesso. A falta de comida leva a uma sucessão de problemas de saúde da mesma forma que o excesso. A alimentação saudável, aliada a hábitos não sedentários, permite uma vida plena, reduzindo problemas como anemias, queda na imunidade e uma série de outras moléstias causadas pela subnutrição. Na outra ponta, moléstias cardíacas, do trato digestivo e do sistema circulatório vêm com a abundância sem cuidados. Nos dois casos, o risco de morte é alto e os gastos com tratamentos também. Por isso, a própria FAO alerta para a necessidade de políticas que abarquem a segurança alimentar que acabe com estes extremos danosos à saúde do brasileiro.

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