Grande falta de interesse


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LEGISLATIVO NÃO SE PREOCUPA EM DISCUTIR O CONTROLE OS GASTOS
Todas as denúncias dos últimos tempos envolvendo órgãos e agentes públicos (do Executivo e do Legislativo) levam a uma constatação: embora haja instrumentos capazes de pelo menos causar uma redução drástica nos gastos públicos e na corrupção , não há interesse em implementar qualquer um deles. Pelo menos é o que demonstram os próprios parlamentares. As delações do processo da Lava Jato envolvem praticamente metade dos deputados e senadores que foram eleitos para nos representar. Os legisladores simplesmente ignoram propostas que tramitam no Congresso (algumas de 1995), que emboloram nas gavetas das comissões. A corrupção, o brasileiro já deixou claro, é considerada a maior mazela da nossa política, impedindo o desenvolvimento do Brasil.
 
Um sério exemplo disso tudo é a descaracterização das medidas contra a corrupção durante sua tramitação no Congresso, o que praticamente inviabilizou a sua efetividade. Agora, tenta-se livrar o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O interessante é que com o ex-petista Delcídio do Amaral, igualmente flagrado em gravações comprometedoras, a ação foi completamente diferente: expulso do seu partido, terminou cassado pelo Senado, sem a condescendência que se tem hoje com o tucano mineiro. Além disso, o presidente Michel Temer (PMDB) segue tranquilo no posto embora as denúncias sejam muito mais graves do que o fato que derrubou sua antecessora Dilma Rousseff (PT-RS).
 
O corporativismo toma conta de nosso Congresso e não deixa avançar nem um pouco na redução dos benefícios ou benesses dos legisladores. E o que é pior: seus integrantes buscam formas de aumentar mais os próprios vencimentos ao apresentar notas frias para ressarcimento de despesas que não fizeram. O brasileiro, que está sendo obrigado a pagar aumentos semanais no preço dos combustíveis, sendo que o gás de cozinha subiu mais de 30% nos últimos meses, não suporta mais pagar as despesas pessoais daqueles que deveriam dar o exemplo, mas agem como raposas tomando conta do galinheiro ou então lobos vigiando o pastar das ovelhas.
 
O dinheiro dos impostos não pode ser tratado com tanta leviandade e falta de compromisso. E quem acaba sofrendo as consequências funestas desta verdadeira rapinagem é a sofrida população brasileira, que espera ver o dinheiro que paga por impostos, tarifas e taxas revertido em Saúde Pública de qualidade, Educação superior ao que recebe e investimentos maciços em Infraestrutura e saneamento básico. Não podemos apenas externar nossa indignação. Temos que exigir as mudanças que a população brasileira espera e necessita, pois do contrário o dinheiro dos impostos continuará saindo pelos desvãos da corrupção, enriquecendo quem foi eleito para defender os interesses da maioria.
 

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