Prefeitura autoriza construção de 2,2 mil moradias populares
O prefeito Gilson de Souza (DEM) anunciou na semana passada que a Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo acaba de autorizar a construção de quatro novos empreendimentos imobiliários em Franca. Serão, ao todo, 2.216 novas unidades habitacionais. Todas voltadas às famílias que têm renda de até R$ 2,6 mil.
Os imóveis serão financiados com benefícios do Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, em parceria com a Caixa Econômica.
A previsão inicial é que as parcelas a serem pagas pelas famílias variem entre R$ 400 e R$ 600. Os imóveis terão padrão médio e, em alguns casos, serão construídos em condomínios fechados.
“Ajudar as famílias a realizar o sonho de ter a casa própria sempre foi uma das bandeiras do meu governo. Estou muito satisfeito de dizer que, no meu primeiro ano de mandato, já conseguimos mais de duas mil casas para os francanos”, disse o prefeito.
Movimentar a economia
De acordo com o secretário municipal de Assuntos Estratégicos, Thiago Comparini, além dos empreendimentos já aprovados, outros quatro, que somam mais de 3 mil unidades, também estão em análise. “Nossa meta é agilizar a liberação para a construção, porque além de ajudar as famílias que buscam ter uma casa própria, também movimentamos a economia da cidade”, disse o secretário.
O prefeito lembrou que a construção destas unidades só será possível por conta das mudanças feitas na lei de parcelamento de solo do município. “Na época que esta lei estava sendo discutida pela Câmara, fomos muito atacados. Disseram que não beneficiaria a cidade. Esta aí a prova de que estavam errados. Essas obras vão movimentar a economia e gerar centenas de empregos, não só na construção civil, mas também em outros setores, como o comércio e a prestação de serviços”, disse Gilson.
As construtoras
Entre os imóveis autorizados estão: 556 unidades da Construtora Pacaembu, 600 unidades da Infratécnica Construtora, 160 da MRV e 900 de uma construtora de São Paulo. “São todos empreendimentos da faixa 1,5 do Minha Casa, Minha Vida, que são para famílias com renda de até R$ 2,6 mil”, disse o secretário.
Os detalhes de cada empreendimento devem ser divulgados na próxima semana. “A previsão é que as construções comecem já no final deste ano, início do ano que vem. A venda será feita diretamente por cada construtora com a autorização da Caixa Econômica”, disse Comparini.
Ainda segundo ele, todos os novos empreendimentos estão localizados em bairros periféricos da cidade. Em sua grande maioria, nas regiões Oeste e Norte da cidade.
Mudanças na lei possibilitaram empreendimentos
O projeto de lei que muda as regras do Minha Casa, Minha Vida em Franca foi aprovado em junho, após semanas de discussões, idas e vindas e a oposição tentando barrar sua aprovação.
Com a mudança, segundo o prefeito Gilson de Souza (DEM), cerca de 7 mil famílias cadastradas na Central de Habitação devem ser beneficiadas. Essas famílias possuem renda entre R$ 1,9 mil e R$ 2,6 mil e ficam fora da faixa 1 do Programa, que prevê limite de renda de R$ 1,8 mil. “Esse projeto faz apenas a atualização da lei municipal para que possamos atrair e facilitar a construção de empreendimentos habitacionais para famílias de baixa renda.”
Mas a discussão sobre o projeto acabou se transformando em uma queda de braço entre o governo e a oposição.
Após uma malfadada audiência pública, a rejeição ao projeto era dada como certa. A sessão da Câmara chegou a ficar suspensa por três horas. A oposição defendia a retirada da proposta por parte do prefeito. A ideia era demonstrar força. Mas com a interferência pessoal do prefeito, o governo reverteu o jogo. Venceu a disputa por 9 votos a 5. Foram contra os vereadores: Adérmis Marini (PSDB), Cristina Vitorino (PRB), Della Motta (PTN), Kaká (PSDB) e Tony Hill (PSDB).
Semanas após a aprovação, a construtora Pacaembu foi a primeira a lançar um empreendimento para essa faixa de renda. Usou a praça central para atender os interessados. O uso do espaço público acabou sendo um dos motivos para a criação na Câmara de uma Comissão Processante contra Gilson.
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