Vigilante que matou policial retorna para a cadeia


| Tempo de leitura: 2 min
A vigilante Elaine Cristina da Silva, 39, foi presa na manhã dessa sexta-feira, enquanto abria o portão de sua casa
A vigilante Elaine Cristina da Silva, 39, foi presa na manhã dessa sexta-feira, enquanto abria o portão de sua casa
A vigilante Elaine Cristina da Silva, 39, que confessou ter matado a tiros a sua ex-namorada, a PM Marcela Maria de Oliveira, 31, em 2015, foi presa na manhã de ontem pela Polícia Militar. Ela estava abrindo o portão de casa, na Vila Europa, quando os policiais chegaram. Havia um mandado de prisão expedido contra ela pela Justiça no dia 9.
 
Prisões e soltura se tornaram rotina na vida de Elaine desde que ela matou Marcela, no dia 25 de janeiro de 2015. Policial militar em fase de formação, Marcela foi assassinada com três tiros no peito, no Jardim Paineiras. O crime aconteceu perto do filho dela, um menino de oito anos. A motivação para o crime foi passional: a soldado de segunda classe foi baleada pela ex-namorada que não aceitava o fim do relacionamento. Após matar, a vigilante foi para a casa da vítima, entrou no quarto e tentou tirar a própria vida, efetuando um disparo no tórax. Ela ficou internada uma semana e foi levada para a cadeia do Jardim Guanabara após receber alta. Disse que matou em um momento de raiva, por ter sido traída e agredida. 
 
Cinco meses depois, Elaine teve a prisão relaxada pela Justiça. Mas, menos de um mês depois, voltou para a cadeia do Guanabara. O mandado de prisão foi uma medida necessária para a segurança da testemunha e do processo. Mas, no dia 18 de agosto, foi colocada novamente em liberdade para aguardar o julgamento. 
 
No dia 24 de fevereiro deste ano, a vigilante foi condenada a 12 anos de reclusão em regime fechado, mas obteve o direito de recorrer à sentença em liberdade. No último dia 9, o Tribunal de Justiça confirmou a decisão de primeira instância e manteve a condenação. O desembargador Aguinaldo de Freitas Filho rejeitou a tentativa da defesa de desqualificar o crime para homicídio simples e a alegação de que Elaine agiu sob forte emoção. “O regime inicial de cumprimento da pena foi decidido corretamente pelo fechado”, escreveu.
 
O mandado de prisão foi cumprido às 10h40 de ontem. “Ela estava abrindo o portão, quando chegamos. Surpreendida, ela não reagiu à prisão. Foi uma ação tranquila. Não falou nada sobre o caso, apenas pediu a presença do seu advogado na delegacia”, disse o cabo Seminate, que trabalhou na ocorrência ao lado do cabo Cléber. A defesa de Elaine ainda pode recorrer da decisão.
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários