Canais e plataformas sob demanda conquistam público


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Netflix ainda é o primeiro no Brasil
Netflix ainda é o primeiro no Brasil

Lara Pires
FolhaPress

Assistir a programas, filmes e séries quando quiser (e sem ser necessariamente na TV de casa) é realidade para o brasileiro desde a chegada da plataforma de vídeos sob demanda Netflix ao país, em 2011. Hoje, as opções aumentaram e se diversificaram: dá para curtir longas-metragens nacionais, estrangeiros, clássicos e cult, além de séries de sucesso e programas para crianças.

Os canais abertos também têm aplicativos. Muitos são gratuitos e podem ser acompanhados por computador ou celular. Fazem parte da nova safra de plataformas sob demanda Looke, Mubi e Amazon Prime Video.

Apelidada de "Netflix brasileira", a Looke traz opções de alugar obra, abrir cadastro mensal ou comprar o filme.

"Não viemos para concorrer com a Netflix, mas para oferecer mais opções", explica Luiz Guimarães, diretor de conteúdo e negócios do Looke. "Em um ano, já contabilizamos mais de 600 mil transações [entre aluguéis, vendas e mensalistas] em nosso canal." Na Looke, dá ainda para baixar vídeos e assisti-los depois.

Já o catálogo do Mubi prioriza filmes cult e clássicos, enquanto a Amazon Prime tem séries da Amazon, além de oferecer chance de download.

Disponível para assinantes da Net e da Claro Video, o Now traz conteúdos exclusivos e complementa a programação. Alessandro Maluf, diretor de produtos e vídeo da Claro Brasil, afirma que o aluguel de filmes é muito utilizado: "O Now representa hoje mais de 80% no mercado de locação de conteúdo no Brasil".

Para Marcos Américo, professor de rádio e TV da Unesp (Universidade Estadual Paulista), essas plataformas não prendem o telespectador preso à programação do canal e ainda têm relação entre custo e benefício melhor do que as antigas locadoras. "Com o dinheiro que você gastava para assistir a três filmes, hoje é possível ter acesso a um catálogo muito maior de títulos."

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