Semana do Café termina com balanço positivo


| Tempo de leitura: 2 min
Exposição de implementos agrícolas durante a Feira do Café, no Parque ‘Fernando Costa’
Exposição de implementos agrícolas durante a Feira do Café, no Parque ‘Fernando Costa’
Apontada como embrião para futuras feiras de vendas mais completas, a 1ª Semana do Café da Alta Mogiana, realizada em Franca desde segunda-feira, chegou ao final na noite de ontem com a premiação dos vencedores do concurso de qualidade. No período da tarde, foi realizada a rodada de negócios que contou com a participação de sete empresas, entre exportadores e cafeterias que atuam no segmento de produtos especiais.
 
O evento foi uma promoção da Divisão de Agronegócios da Secretaria de Desenvolvimento da Prefeitura. A programação contou com corrida no meio da lavoura, palestras relacionados ao agronegócio e exposição de máquinas e tratores. Treze concessionárias apresentaram seus veículos no Parque “Fernando Costa”. 
 
A secretária municipal de Desenvolvimento, Flávia Lancha, avaliou como positivo o balanço da semana. “O nível das palestras foi altíssimo, tivemos grande presença de cafeicultores e foram feitas boas vendas. Mesmo diante de todas as dificuldades, acredito que plantamos uma semente. Queremos que a semana se transforme em uma feira de negócios no próximo ano”.
 
Em sua 15ª edição, o concurso de qualidade de café, que este ano homenageou o geneticista Alcides Carvalho, contou com a participação de 198 amostras de cafés especiais produzidos na região da Alta Mogiana. Os organizadores avaliam que o nível foi elevado. A linha de corte foi 84 pontos, mas aparecem pontuação de 92. “Para ser considerado café especial, tem que ter pelo menos 80 pontos. Acima disto, quanto maior a pontuação, melhor o café. É muito difícil atingir acima de 86 pontos. Chegar a 92 pontos, é um produto diferenciado, extraordinário. O resultado mostra o quanto nossa região está investindo em qualidade”, concluiu Flávia Lancha. 
 
Enquanto a saca de café comercial custa em torno de R$ 460, o preço do produto especial começa a partir de R$ 600. Já os cafés finos premiados em concursos têm valor agregado ainda maior. A diferença se explica pelo rigoroso processo de seleção do produto. O consumo do café comercial, que é o produto popular encontrado nos supermercados, cresce em média 2% ao ano. Já a procura por cafés selecionados tem crescimento de 20%. “Quem produz qualidade vai ter sucesso. Pode investir neste tipo de produto que é retorno garantido”, disse o corretor de café, Ricardo Nogueira Coelho, que veio de Patos de Minas para participar do evento em Franca.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários