FRANCANOS JÁ SE SENTEM AMEAÇADOS COM A PROLIFERAÇÃO DE PEDINTES PELA CIDADE
Três agressões depois, além de vários ataques com palavras de baixo calão e abordagem agressiva, o cidadão francano vem se sentindo ameaçado pelo batalhão de pedintes que vem tomando a conta das ruas da cidade. O medo vem tomando conta e se nada for feito para coibir a ação destes moradores de rua, corre-se o risco do município abrigar uma verdadeira cracolândia a céu aberto, dominada por viciados e bêbados que ameaçam quem cruza o seu caminho para conseguir dinheiro necessário para manter seu vício. A partir da criação do malfadado Centro Pop o número de pedintes cresceu de forma assustadora, já que foram dadas todas as condições de abrigo e alimentação sem impedi-los de transitar livremente pelas ruas, na mendicância, permitindo-lhes o uso livre de substâncias entorpecentes e estupefacientes.
As últimas ações da Secretaria Municipal de Ação Social, anunciadas há cerca de um mês pelo secretário Vanderlei Tristão, o Tico, já começaram a ser colocadas em prática. No âmbito da Prefeitura, além de uma campanha contra a esmola, foi implantado um Centro de Atendimento ao Migrante na Rodoviária de Franca. Porém, em princípio, elas serão capazes de impedir que o município receba mais pedintes, mas como a população vem acompanhando, não há nada efetivo que barre a sua ação agressiva: há cada vez mais casos de moradores de rua se envolvendo em ocorrências policiais por agredirem seus alvos quando o dinheiro lhes é negado. Desestimular a esmola não impedirá que aconteçam novos casos no âmbito envolvendo cidadãos e moradores de rua. É preciso que as outras ações anunciadas por Tico — a criação de um grupo de abordagem, para identificar quem são essas pessoas, e uma casa de passagem, para abrigar temporariamente as que não são de Franca e querem voltar às suas cidades de origem — sejam implantadas com a maior urgência.
Se o Poder Público não agir, a situação pode se tornar incontrolável, já que nas redes sociais há quem defenda o confronto, o ataque aos pedintes. E esta não é a saída, ainda mais que no final quem o fizer pode ser processado pelo MP (Ministério Público), que até agora não agiu em defesa do francano e muito menos se posicionou a respeito das funções equivocadas do Centro Pop. Anos atrás, quando ainda era apenas Coordenadoria de Ação Social, o setor funcionava muito bem no controle e atendimento aos moradores de rua. Hoje, depois de quatro anos nefastos sob a tutela do ex-prefeito Alexandre Ferreira (Solidariedade), aparentemente a Prefeitura perdeu totalmente o controle da situação. Por isso, o secretário Vanderlei Tristão precisará de pulso firme e determinação. Do contrário, se tudo continuar como está, Franca seguirá célere rumo ao título de capital da mendicância. E nisso ninguém deseja.
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