A construção de uma unidade do Sesc (Serviço Social do Comércio) depende agora da assinatura de um termo em que a entidade se compromete com a Prefeitura de Franca a iniciar as obras no ano que vem e terminá-las em até quatro anos. Sem esse termo assinado, o prefeito Gilson de Souza (DEM) disse, na semana passada, que não irá prorrogar o prazo de vigência da lei de doação do terreno onde a unidade deve ser construída.
O terreno, que tem mais de 20 mil metros quadrados e fica na avenida Ismael Alonso y Alonso, próximo ao estádio Lanchão, foi doado inicialmente ao Sesc em 2009, pelo então prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Na lei de doação, a condição era de que o Sesc iniciasse as obras de construção da unidade francana em 2012 e as concluísse em 2016, sob pena de a doação ser anulada e o terreno voltar para o patrimônio da Prefeitura.
O prazo não foi cumprido. Em 2013, o Sesc não tinha sequer apresentado o projeto arquitetônico da obra e solicitou uma prorrogação de prazo ao prefeito à época, Alexandre Ferreira. A lei prorrogando o prazo foi aprovada pela Câmara e estabeleceu um cronograma detalhado para que a construção estivesse pronta até abril de 2019. Mas, mais uma vez, o Sesc não cumpriu o cronograma estabelecido.
Apenas em abril deste ano, o Sesc apresentou à Prefeitura o projeto arquitetônico da obra, que tem previsão para ser iniciada em 2018. Como a construção deve levar pelo menos quatro anos, o prédio não ficaria pronto dentro do prazo previsto na lei de doação. O Sesc apresentou um novo pedido de prorrogação, mas não obteve resposta.
Um abaixo-assinado com mais de mil assinaturas, inclusive dos 15 vereadores da cidade, foi organizado por populares para cobrar agilidade da Prefeitura na elaboração de um projeto de lei concedendo a prorrogação solicitada pela entidade.
Mas, na semana passada, o prefeito Gilson de Souza disse que só fará o projeto se o Sesc se comprometer por escrito a, desta vez, cumprir o cronograma.
Segundo Gilson, o terreno doado é uma área nobre e não pode ficar parada esperando uma iniciativa do Sesc. “Já houve uma prorrogação que não foi respeitada. Aquele terreno pertence ao patrimônio da Prefeitura. É um bem da população da cidade. Está avaliado em mais de R$ 4,4 milhões. Não é pouco para ficar parado esperando uma construção que não se inicia.”
O prefeito disse ainda que, até o momento, o Sesc ainda não apresentou detalhes do projeto de execução da obra. “Os representantes estiveram aqui em abril, mas não nos apresentaram detalhes, como, por exemplo, o novo cronograma. Esta é uma obra imensa, orçada em mais de R$ 150 milhões.
Precisamos ter certeza de que o Sesc realmente investirá na cidade. Sem um compromisso assinado sobre isso, não haverá prorrogação.”
Gilson disse que está ciente da importância da instalação de uma unidade na cidade. “Eu sou favorável à instalação do Sesc em Franca. É uma instituição de renome. Tenho certeza de que irá enriquecer muito o cenário cultural da cidade. Mas quero ter certeza de que, de fato, essa unidade será uma realidade.”
Outro lado
No final de setembro, o superintendente do Sesc, Luiz Galina, esteve em Franca para participar de uma sessão da Câmara e de uma audiência pública. Segundo ele, a licitação para a contratação da empresa responsável pela obra deverá ser aberta em novembro.
Galina afirmou ainda que aguarda a aprovação final e a emissão do alvará por parte da Prefeitura para que as obras se iniciem. O início da construção está previsto para o primeiro semestre de 2018 e deve demorar por volta de 40 meses.
A unidade do Sesc em Franca terá um ginásio esportivo, conjunto aquático com piscinas cobertas e descobertas, clínica odontológica, biblioteca, espaço de convivência e área para exposição.
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