A chuva do último dia 2 de outubro causou estragos por Franca. E, em um dos casos, provocou uma série de prejuízos para moradores de uma chácara que fica no Jardim Palmeiras, mais precisamente na rua Alcina de Lima Silveira, que frequentemente é palco de inundações nas residências que ficam na via. O problema, de acordo com os reclamantes, é provocado pela força da água que vem dos bairros mais altos e a deficiência da rede de escoamento de água. Desta vez, foi aberta uma voçoroca no terreno.
“Sempre que chove forte, temos que correr para aplacar os problemas. Dessa vez foram cinco minas abertas em toda a extensão do terreno. A força da água acabou abrindo uma voçoroca enorme e a força da água derrubou o muro”, disse o bancário aposentado Carlos Antônio Gomes de Paula, 62, proprietário da chácara onde o estrago foi registrado.
Para evitar mais prejuízo, os funcionários da chácara tiveram de correr para socorrer os animais. A solução temporária encontrada foi abrir uma vala para ajudar no escoamento da água. Segundo o proprietário do local, que afirmou ter procurado a Prefeitura diversas vezes em busca de auxílio, um terreno que fica em frente à chácara complicou ainda mais a situação.
“A primeira vez que a água transbordou aqui, ela encheu o galinheiro. A Prefeitura autorizou recentemente a construção em um terreno aqui na frente, mas não considerou que era preciso melhorar a rede de escoamento. A água dos outros bairros vem toda para cá e, quando chove forte, a rede não aguenta e vira esse transtorno. No ano passado, várias casas aqui foram invadidas e o período de chuvas está chegando, então estamos preocupados com mais alagamentos”, afirmou.
Caso antigo
Em março de 2016, uma chuva de pouco mais de uma hora deixou várias casas inundadas e diversos prejuízos para os moradores. Na ocasião, o feriado da Sexta-feira Santa foi de muito trabalho para os proprietários das casas. Eles precisaram correr para tentar salvar o pouco que não havia sido destruído pela água, que em alguns casos chegou a um metro de altura.
Outro lado
O Comércio entrou em contato diversas vezes com a Prefeitura, questionando quais ações foram tomadas para tentar solucionar o problema, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.
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