O presidente da Aeaf (Associação das Entidades Assistenciais de Franca), Fernando de Oliveira Campos, esteve nesta manhã na Câmara Municipal para esclarecer dados sobre a administração dos estacionamentos do Parque Fernando Costa. Segundo ele, as entidades têm recebido muitas críticas em relação ao valor cobrado que foi reajustado para R$ 20. "Muita gente reclama que é caro, mas não faz ideia do quanto custa manter a segurança dos estacionamentos. Muitos não sabem que qualquer dano que porventura haja aos veículos é de nossa responsabilidade. Temos que garantir a segurança e os custos são altos", disse.
Ele disse que, no próximo dia 20, haverá um show no parque. "Para o evento, vamos contar com 75 voluntários e mais 100 seguranças contratados 24 horas por dia". Sobre o Hallel, ele disse que, do estacionamento, cada uma das 18 entidades da associação recebeu R$ 3 mil. "Eu sei que o valor de R$ 20 é alto mas é justo em vista dos custos que temos para manter a segurança. Aumentamos o preço mas foi com autorização da Prefeitura. Todo o dinheiro arrecadado vai para as entidades. Tudo é feito de acordo com a lei e a prestação de contas está disponível para quem quiser conferir."
O presidente da Aeaf aproveitou também para cobrar o pagamento das emendas impositivas feitas no ano passado para vigorar no orçamento de 2017. "Essas emendas estão fazendo muita falta para todas as entidades. Queria pedir a ajuda de todos vocês para agilizar a liberação dos recursos".
O vereador Kaka (PSDB), que fez parte da organização do Hallel, disse que, apesar de justo, o valor cobrado é, sim, caro e que falou esclarecimento para a população sobre as razões do aumento e ainda sobre a prestação de contas. "As pessoas que estavam no evento não sabiam desses detalhes sobre a manutenção do estacionamento. Acho que se tivesse havido mais informação, as pessoas teriam entendido." O vereador ainda voltou a cobrar a Prefeitura. "Se a Prefeitura tivesse ajudado o evento, talvez esses valores pudessem ser diferentes".
O vereador Adérmis Marini (PSDB) disse que é favorável à cobrança de R$ 20. "Eu acho justo. Em outros locais, como por exemplo a frente do Castelinho, pagamos o mesmo valor mas nem contamos com a segurança que a Aeaf oferece. O valor é razoável. Acho importante esse esclarecimento que o senhor fez".
O vereador Claudinei da Rocha (PSB) aproveitou a oportunidade para reclamar da Prefeitura. Segundo ele, nos anos anteriores, a Prefeitura colaborava com R$ 100 mil para a instalação da estrutura da Feira da Fraternidade que normalmente acontece no mes de novembro, mas neste ano o evento não deve contar com recursos municipais. "Eu fiz já dois requerimentos pedindo ajuda ao prefeito mas não houve resposta. Sem a ajuda, as entidades vão ter de vender 900 rifas para não deixar esse evento que é tradicional morrer". O vereador pediu o apoio dos demais membros da Câmara para conseguir a liberação de recursos.
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