Os cafeicultores da região tiveram uma produtividade média de 43,3 sacas por hectare no ano passado, contra uma média de 24,8 no restante do Estado. O comparativo foi apresentado pelo secretário estadual de Agricultura, Arnaldo Jardim, durante a abertura da 1ª Semana do Café, ontem, no Parque de Exposições “Fernando Costa”. “Os números falam por si e mostram o diferencial e as características especiais que o café da Alta Mogiana tem.”
É com a finalidade de dar maior visibilidade, mostrar a força do setor cafeeiro e movimentar a economia que o município decidiu realizar a Semana do Café. O lançamento contou com a participação de produtores, representantes de sindicatos, cooperativas, vereadores e prefeitos das cidades vizinhas. Roberto Engler (PSDB) participou na condição de deputado e de cafeicultor.
A programação prevê palestras com temas relacionados ao agronegócio, como tecnologias ao alcance do cafeicultor, manejo técnico, economia e planejamento; passeios por prédios históricos e pontos turísticos construídos durante o ciclo do café, exposição de máquinas e tratores, concurso de qualidade, mesa de degustação e rodada de negócios de cafés finos.
“Recebemos o apoio de 17 entidades de promoção e valorização do café. O evento, praticamente, tem custo zero para o município. O café movimenta muito dinheiro na região, precisamos dar visibilidade. As pessoas não têm noção da força do setor. Além da qualidade, 80% do café produzido aqui é especial, o que agrega valor”, disse a secretária municipal de Desenvolvimento, Flávia Lancha.
Jardim ressaltou que a região sempre teve protagonismo na produção do café e elogiou o conteúdo das palestras que serão realizadas durante o evento. “Vamos discutir produção, sustentabilidade, qualidade e medidas de apoio ao produtor. É uma lição de casa completa, gostei muito de ver. É o prenúncio de uma semana ainda melhor que virá no ano que vem.”
Arnaldo Jardim disse aos produtores que o mercado é promissor e crescente. “Temos que estar preparados. Haverá crescimento, tanto em volume, por conta da entrada da China e da Índia nos mercadores consumidores, quanto em termos de qualidade, por causa da grande procura dos mercados americano e europeu por produtos finos.”
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