Secretaria da Saúde estuda fechar Farmácia de Manipulação


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Inaugurada em 2007, com a promessa de reduzir os custos da Secretaria Municipal de Saúde com a compra de medicamentos, a Farmácia Municipal de Manipulação pode fechar as portas. O secretário de Saúde, Rodolfo Moraes, disse que desde o início deste ano vem estudando os custos de manutenção e a produção hoje realizada pela farmácia e não descarta encerrar as atividades. 
 
Segundo Rodolfo, em janeiro, quando a nova administração assumiu a Prefeitura, a farmácia estava produzindo poucos medicamentos e o número de pacientes atendidos vinha caindo. “Então resolvemos avaliar melhor o serviço para saber se compensa manter a produção ou se seria melhor e mais barato comprarmos os medicamentos já prontos”, disse o secretário. 
 
No último sábado, dia 7, uma portaria foi publicada no Diário Oficial do Município orientando os médicos da Rede Municipal de Saúde a não receitarem mais medicamentos manipulados aos seus pacientes. 
 
“Publicamos (a portaria) para ir preparando a rede para uma transição. Realmente, nossa intenção era desativar a farmácia, mas ainda não temos uma decisão final”, disse Rodolfo Moraes. 
 
De acordo com o secretário, recentemente, algumas mudanças no cenário do município acabaram fazendo com que a decisão de encerrar as atividades fosse novamente analisada. “Pedi um novo levantamento de valores e da produção, e os números surpreenderam. Ao que tudo indica, houve um recente aumento no consumo e na produção e, em contrapartida, houve um reajuste dos preços dos medicamentos já prontos. Então, precisamos analisar melhor esta questão”, disse.
 
O secretário de Saúde afirmou que uma decisão definitiva deve ser tomada até o final desta semana. “Precisamos pensar no que é melhor para a cidade e para os pacientes. Não podemos tomar uma decisão que possa trazer prejuízos. Então, estamos reanalisando os números e refazendo os cálculos para definir o destino da farmácia até o final desta semana.”
 
Três UBSs estão sem ginecologista
Dois médicos ginecologistas que atuam na rede municipal pediram licença do trabalho por conta de problemas de saúde. Com isso, três UBSs (Unidades Básicas de Saúde) estão sem atendimento ginecológico. Os dois profissionais atendiam nas unidades dos bairros Jardim Ângela Rosa, Paulista e Paulistano. 
 
Para tentar amenizar os problemas, a Secretaria Municipal de Saúde conseguiu uma parceria da Santa Casa para que os ginecologistas do hospital façam os atendimentos. “Ainda assim, não será o suficiente para toda a demanda, mas peço um pouco de paciência à população. Estamos com um concurso em andamento e, até o final de novembro, devemos contratar quatro novos ginecologistas”, disse o responsável pela pasta, Rodolfo Moraes.

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