O prefeito Gilson de Souza (DEM) defendeu na última sexta-feira, 6, durante o programa Hora da Verdade, na Difusora AM, a instalação de mais lombadas e lombofaixas em Franca e descartou o uso de radares de velocidade para fiscalizar motoristas em ruas e avenidas.
Durante cerca de uma hora e meia, o prefeito respondeu a questionamentos de ouvintes sobre assuntos polêmicos dos seus dez primeiros meses à frente da Prefeitura de Franca. “A lombofaixa é para o cadeirante, é para o idoso. É uma questão de segurança. Nós temos que proteger a população. É necessário”, disse.
O assunto ganhou destaque nas redes sociais depois que um erro foi flagrado na instalação de uma lombofaixa em frente à Santa Casa e levantou questionamentos a respeito do valor pago pela Prefeitura à Emdef, que faz as obras de instalação destes equipamentos nas vias públicas.
Nas publicações que circularam nas redes sociais, os valores chegavam a R$ 15 mil por cada lombofaixa. “Chegou-se a dizer que era R$ 15 mil. Mas não é. É em torno de R$ 7 mil a R$ 8 mil, dependendo do tamanho”, disse Gilson. Cada lombada custa pouco mais de R$ 2 mil.
O prefeito garantiu que deve continuar com a instalação dos equipamentos, conforme solicitação popular e estudos técnicos da Secretária de Segurança e Cidadania, que tem um braço responsável pelo Trânsito. “Sobre as lombofaixas, nós temos que ter e é necessário. É uma parceria com do governo do Estado com a cidade. Com elas, nós estamos diminuindo o índice de acidentes”, disse.
O prefeito assinou no mês de março a parceria que faz parte do programa Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, que tem como objetivo diminuir em 50% o número de mortos em acidentes. Segundo dados da Polícia Militar, de janeiro a agosto deste ano, mais de 710 pessoas ficaram feridas em acidentes de trânsito registrados nas ruas da cidade. Outras 27 perderam suas vidas.
Questionado sobre a possibilidade de Franca ganhar radares móveis ou fixos, Gilson se mostrou contrário à ideia e garantiu que este tipo de fiscalização não deve ser aumentada. Hoje a Polícia Militar tem dois radares móveis. “Eu acho que a solução para o trânsito não é radar e, sim, campanha de conscientização”, disse. Em março, o então secretário de Cidadania, Orivaldo Donzelli, que hoje é chefe de gabinete, havia afirmado que tinha um projeto que previa a instalação de radares e três lombadas eletrônicas. O projeto foi arquivado.
Para Gilson, com a instalação dos redutores de velocidade, o motorista pode dirigir com mais cuidado e o pedestre andar mais tranquilo. “Conscientizar é o melhor caminho. A lombofaixa é uma conscientização a longo prazo. Ela dará segurança para todos”, disse.
O principal foco do governo, segundo Gilson, é colocar os redutores principalmente em portas de escola, onde o pedido é grande por parte dos pedestres e pais de alunos.
Investigação
Na última semana, o Ministério Público, por iniciativa do promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges, abriu uma investigação para apurar gastos e critérios usados pela administração para instalar lombadas e lombofaixas em Franca. Os valores investidos em cada uma delas e supostas irregularidades na contratação da Emdef, que teria sido feita sem a realização de uma licitação para executar o serviço, levantaram suspeitas.
A Prefeitura informou que de junho até o início de setembro, foram instaladas 44 lombadas e 15 lombofaixas, numa média de uma a cada dia. O presidente da Emdef, Marcos Haber, negou qualquer irregularidade. Ele explicou que a instalação das lombofaixas e lombadas é determinada por estudos técnicos feitos pela Coordenadoria de Trânsito, que levam em consideração o número de acidentes, de pedestres e veículos que uma determinada via apresenta e ainda os riscos de acidentes que o local pode ter. Também são considerados pedidos feitos pela própria população ou por vereadores e comerciantes.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.