‘Mais que arquitetura, a CasaCor Franca é um encontro cultural’


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Aberta na última semana, a CasaCor Franca promete entrar para a história da cidade quando o assunto são tendências de arquitetura, paisagismo, design e decoração. Por trás da organização da mostra na cidade, que completou 31 edições em São Paulo, além de passar por Alagoas, Bahia, Brasília, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, entre outras, além de destinos internacionais como Miami, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai e Peru, estão os empresários Maurício Calixto, 50, e Maurício Siqueira, 53. 
 
Responsável por gerar, direta e indiretamente, 1 mil empregos na cidade, a CasaCor Franca nasceu com o objetivo de oferecer para os profissionais e também visitantes de um raio de 250 quilômetros de Franca, uma mostra com novos repertórios, tendências e produtos. “Começamos com uma união para melhorar a cadeia produtiva do setor em Franca e região. Melhorando o mercado, melhoramos no geral para todos os envolvidos no processo. Trouxemos para a mostra tendências internacionais, os últimos lançamentos e apenas equipamentos de primeira linha. Aqui temos o produto aplicado em um ambiente real”, disse Siqueira. 
 
Segundo os diretores da CasaCor Franca, são esperados 15 mil visitantes na mostra que segue até o dia 15 de novembro. Para falar um pouco mais sobre as expectativas da mostra, investimentos, próximas edições e negócios, os diretores receberam na última semana uma equipe do Comércio. 
 
Por que vocês escolheram Franca para a única edição da CasaCor no interior do Estado de São Paulo em 2017?
Calixto: Queremos que Franca brilhe na região e tenha luz própria. Defendemos a ideia para a editora Abril e lutamos desde o início pela cidade como ponto de partida da mostra. Inicialmente, eles queriam Ribeirão Preto, mas batemos o pé e pedimos que a mostra fosse aqui primeiro. Pela receptividade que sempre tivemos aqui (o empresário tem uma loja na cidade e mora aqui há 13 anos), nosso desejo era retribuir isso. 
Siqueira: Vivemos uma migração de profissionais que foram para as grandes cidades e agora estão voltando para as médias cidades. E Franca está entre as médias cidades que estão recebendo esses profissionais de volta. Enxergamos na cidade esse mercado aberto, de pessoas com possibilidades de compra maiores, que vão receber essas tendências. 
 
A CasaCor chega a Franca gerando grandes expectativas. Qual a magnitude dessa mostra para a cidade?
Calixto: Acreditamos que com a CasaCor estamos fazendo a cidade aparecer no contexto nacional de arquitetura, paisagismo e decoração. A partir de agora, Franca passa a figurar neste contexto. Estamos falando da maior mostra dessa natureza na América Latina, por isso esperamos que ela se destaque na região. Entre os nossos objetivos em trazer a mostra para Franca estava o desejo de fazer com que a cidade saia um pouco da sombra de Ribeirão Preto, pois ela tem condições de ter vida própria. Ela está crescendo, não só na indústria como é tradicionalmente, mas também nas áreas de comércio, serviços, saúde e educação. 
 
A CasaCor Franca apresenta 32 ambientes, criados por mais de 60 profissionais. Podemos observar que eles conversam entre si, o que deixa a mostra ainda mais bela. Como isso é possível? 
Siqueira: Os profissionais contaram com curadoria, mas esse processo foi em projetos separados, por isso acredito que esse resultado parecido seja mais pelo nível de conteúdo que chega mais ou menos igual e muito alinhado com o que tem sido apresentado nas grandes mostras. Além disso, temos um tema, que é o Foco no Essencial, que busca aquilo mesmo que é essencial para se viver. O que é essencial para cada um? É a sala de reunião? Uma cozinha para receber os amigos? Tudo isso deu um toque que culminou nesse resultado. 
 
Qual o investimento realizado para a edição da CasaCor Franca?
Siqueira: Do investimento dos profissionais envolvidos nos 32 ambientes, boa parte é feita através de parceria, mas podemos dizer que entre as peças e todos os serviços, esses lançamentos e novas tendências, tenha sido investido aproximadamente R$ 3 milhões. Temos, por exemplo, obras de arte que valem até R$ 45 mil. Peças de valor alto, mas que existe um mercado para isso. Temos mais de R$ 100 mil em eletrodomésticos na mostra, por exemplo, as geladeiras, cada uma, vale R$ 16 mil e todas elas já foram vendidas. 
 
Quais os negócios que podem nascer de uma mostra como a CasaCor?
Calixto: Estamos falando de uma série de possibilidades. Por exemplo, os profissionais que estão na mostra têm aqui como uma vitrine do próprio trabalho. Já no primeiro dia conseguiram agendar reuniões. Só por fazerem parte de uma CasaCor já agrega um valor grande no portfólio de cada um. Em contrapartida, os produtos aqui expostos também servem como vitrine das empresas.
Siqueira: Contamos aqui apenas com produtos de primeira linha e lançamentos. Temos, em alguns casos, produtos que ainda nem estão no mercado. Participar da mostra credencia os profissionais e também as empresas os colocando em um patamar a mais. Até então nenhum profissional tinha participado de uma mostra desse patamar, hoje são mais de dez escritórios da cidade participando e 35 profissionais. Eles, literalmente, sobem o padrão. 
 
Como avaliam o resultado da CasaCor Franca? 
Siqueira: Bancamos a escolha de Franca, avalizamos o trabalho dos profissionais e estamos satisfeitos com o resultado. Todos os projetos tiveram uma curadoria, até para trazer um pouco da experiência da editora Abril de outras mostras CasaCor e de como preparar uma mostra. E o mais legal é que os profissionais absorveram tudo com um valor muito grande, que é o resultado que temos hoje. Uma mostra de primeira linha, de alto nível e que não deixa nada a desejar para as mostras de São Paulo ou das outras capitais brasileiras.
 
Pela primeira vez profissionais de Franca participam da CasaCor. Como analisam o trabalho deles e o resultado dos ambientes projetados por eles?
Calixto: É um enorme orgulho observar o que os profissionais locais apresentaram. Nós avalizamos o trabalho deles e recebemos muito mais do que o esperado. Por isso, estamos muito contentes com o resultado. 
Siqueira: Temos um trabalho anterior com os profissionais, das empresas que motivam a qualificação, a participação em palestras, fóruns, feiras, incluindo internacionais, para que eles chegassem até o resultado apresentado e que está muito bom. Tudo o que foi aprendido foi absorvido de uma maneira muito legal e temos essa mostra espetacular. 
 
Em 2018, a CasaCor desembarca em Ribeirão Preto. Existe previsão de que a mostra seja montada novamente em Franca?
Siqueira: Nosso desejo é intercalar a realização da CasaCor nas duas cidades. Um ano em Franca e outra em Ribeirão Preto. Começamos em Franca pelos motivos já explanados, mas depois da edição Ribeirão Preto no próximo ano, em 2019 esperamos voltar com a CasaCor Franca. É importante que a cidade se empodere dos grandes eventos e a CasaCor é isso. Mais que um evento de arquitetura, é um evento cultural, pois traz uma bagagem grande para a população da região muito forte. É aberto ao público que traz muitas informações, peças de artistas renomados, quadros, tour gastronômico, entre outros. Mas a população precisa abraçar essa iniciativa. Uma mostra como essa muda o comportamento da cidade como um todo e isso que é legal. 
 
 

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