A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) avança nas investigações do caso da comerciante Núbia Ribeiro, 21, assassinada no dia 24 de setembro. Ocarro usado no assassinato da jovem foi apreendido. Em seu porta-malas, havia dois galões de gasolina que pode ter relação com o crime.
Segundo o delegado Márcio Garcia Murari, o veículo foi deixado pelo auxiliar de mecânico Leonardo Gonçalves Cantieri, de 20 anos, um dos acusados, na casa de um amigo por volta de 2h30 de segunda-feira, 25, horas depois da morte de Núbia.
O amigo foi ouvido na DIG na última quinta-feira e disse que Leonardo apareceu em sua casa. A ele e sua mulher, afirmou que havia perdido o controle do portão de seu apartamento, no Parque das Esmeraldas, e precisava de uma garagem para guardar o VW Gol.
O casal aceitou ajudar o auxiliar de mecânico e disse desconhecer o fato de que o veículo estava envolvido em um crime. Pouco depois, eles tentaram localizar Leonardo e Lauany Viodres do Prado, 20, a outra acusada, para tirarem o carro, mas não conseguiram. Em depoimento na delegacia, eles também disseram que encontraram vários fios de cabelo e uma caixa de fósforos no banco de trás do Gol.
A cunhada da estudante de Direito, então, foi até a residência para buscar o carro ainda na segunda-feira. Na quinta-feira desta semana, o veículo foi encontrado pelos policiais da DIG no Jardim Aeroporto.
No mesmo dia, o carro de Leonardo foi periciado. No porta-malas, o perito do IC (Instituto de Criminalística) encontrou dois galões de gasolina que podem ter sido usados para queimar a jovem comerciante. “Os objetos foram apreendidos e também serão analisados. Enquanto aguardamos os laudos, inclusive o necroscópico de Núbia, continuamos no caso e seguimos ouvindo testemunhas para encerrar o inquérito”, disse Murari que, nos próximos dias, realizará uma acareação entre o casal e Italo Vinicius Neves, 32, outro acusado do crime. Os três estão presos.
Mãe de Lauany Viodres revela à polícia que sofreu ameaças
O possível envolvimento da universitária Lauany Viodres, 20, no assassinato da comerciante Núbia Ribeiro, 21, tem afetado sua família. Além de participar de oitivas que podem ajudar a esclarecer o crime, sua mãe precisa lidar com ameaças sofridas.
Em depoimento ao delegado Márcio Murari, na quarta-feira, a mãe da acusada relatou que jamais imaginou que algo assim poderia acontecer. “Ela está muito abalada. Disse que a filha fazia estágio em seu escritório de advocacia, estava ajudando Leonardo Cantieri a iniciar cursos e que estava tudo bem”, disse o delegado.
Sobre o crime, a mãe afirmou que não sabia de nada. Disse ainda que as famílias dos acusados são muito unidas.
No depoimento, a mulher afirmou também que, em razão do assassinato, recebeu ameaças por alguns dias e sente medo.
Além da mãe de Lauany, os pais de Leonardo também foram alvos de ataques. Nesta semana, bandidos invadiram a oficina do pai do acusado, na Vila São Sebastião, e furtaram todas suas ferramentas. Na parede, escreveram a palavra “assassino”.
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